•  
     

G1 andou em uma limusine

Grand Blazer adaptada tem oito metros de comprimento.
Modelo guiado pesa quatro toneladas e custa R$ 350 mil.



Tão raro quanto ver uma limusine circular por São Paulo, é ter a oportunidade de dirigir um carrão desses. Pois o G1 deu algumas voltas pelas ruas da capital paulista em um Grand Blazer adaptado. Assista ao vídeo

Antes de entrar no modelo, o tamanho assusta, e muito. São 8 metros de comprimento e 6 metros de entreeixos. Para exemplificar, até chegar às portas traseiras são necessários seis passos largos. É carroceria que não tem mais fim.

Já a cabine do motorista e passageiro é muito semelhante ao modelo original, mas com algumas particularidades: há interfone para se comunicar com os clientes, alerta sonoro de abertura das portas e a visão traseira do condutor é totalmente coberta por uma espécie de divisória que limita os espaços do “chofer” e dos ocupantes. Ou seja, para orientação de quem está ao volante só há os espelhos retrovisores externos. Apesar de prejudicar a visibilidade, por outro lado dá a impressão de que se está em uma caminhonete normal, já que não é possível ver o fim do veículo.

Chega a hora de girar a chave. O ronco do motor 4.2 litros turbordiesel de 168 cv é estrondoso. Se para empurrar o modelo modificado, que pesa 4 toneladas, ele já tem fôlego, imagine para o carro de fábrica que tem cerca de 2 toneladas. Mesmo com uma força incomum, acelerar não é o propósito de quem guia uma limusine. Como os passageiros geralmente consomem bebidas a bordo, é preciso dirigir com suavidade, tarefa um pouco difícil para um carro que tem dirigibilidade de caminhão.

Para ajudar a amenizar os impactos das ruas esburacadas de São Paulo, a suspensão é trabalhada e as rodas originais foram substituídas por dois pares de 20 polegadas. Durante o trajeto, saindo do Centro com destino a praça Charles Miller, foi na avenida Pacaembu que chamamos mais atenção. Pedestres e motoristas curiosos, principalmente motoboys, paravam para ter certeza se o que os olhos viam era mesmo real: uma limusine em meio ao trânsito com uma mulher no comando. Cena nada comum no dia a dia da capital.



Durante o trajeto outras curiosidades. O carro 'engole' as rotatórias e mesmo passando pelo meio delas, às vezes dá impressão de que não vai passar. Isso porque para fazer curvas é preciso abrir muito a tangência. Nas ruas de mão dupla paramos o trânsito, pois foi preciso jogar o carro entre as duas faixas e depois acertar o sentido, sempre de olho no retrovisor externo para ver se a traseira não vai ficar.


Por se tratar de um carro de serviço, há algumas regras. Dentro de bairros a velocidade máxima permitida é de 40 km/h, em avenidas sobe para 50 km/h e em vias expressas, como as marginais, é permitido chegar a 70 km/h. Já nas estradas, a máxima é 90 km/h. “Mas ele chegaria com tranquilidade a 180 km/h”, diz um dos motoristas da Black Tie, locadora de limusine, Luis Ferreira Maciel.



Depois do teste, vem a parte mais temida: estacionar. É quase impossível encontrar uma vaga 'na medida' do carro e conseguir acertar o veículo de primeira, tarefa que requer muita prática e uma boa noção de espaço e de geometria. O peso do volante também não ajuda, pois mesmo equipado com assistência hidráulica, cansa bastante os braços.

Enquanto o motorista se esforça para passar pelas ruas apertadas, chacoalhar o menos possível a cabine e estacionar, lá atrás viajam até oito pessoas com direito a bancos de couro, teto solar gigante, luz de neon no corredor, sete saídas de ar-condicionado, DVD player, TV e duas telas menores de reprodução, espelho no teto, cooler e vários porta-copos espalhados pela cabine.

Qualquer veículo pode ser adaptado para limusine, desde que tenha um motor potente e com muito torque, capaz de empurrar o grandalhão, e quatro portas. O Grand Blazer testado pelo G1 foi produzido no Paraná e custou cerca de R$ 350 mil, já incluindo o valor do carro. Além do investimento, o interessado também tem que preparar o bolso para o consumo. A média é de 5 km/l de diesel.


Black Tie Limousines
Contato: (11) 3331-1622
Preço do aluguel: R$ 1.200 por 2h (durante a semana); R$ 2.400 por 4h (nos finais de semana)