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Fantasmas no teatro

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Fantasmas no teatro
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O prédio tem uma imponência sem igual – na arquitetura, no luxo, na apresentação de grandes espetáculos desde a sua fundação, há 96 anos. Mas, para chegar até esse ponto, foram necessários muitos ensaios e muitas histórias. Algumas que os guias de turismo não ousam revelar aos visitantes.

"Não conto a história dos fantasmas. Por quê? Eles nem perguntam", explica uma guia.

É quando chega a noite e poucos ficam dentro do prédio que o teatro mostra uma faceta que, para alguns, pode ser um tanto assustadora.

No Teatro Municipal, mesmo quando não há espetáculo, o trabalho não pára nunca. No palco, há sempre uma equipe trabalhando para montar o cenário da próxima apresentação. E são exatamente esses funcionários que têm algumas histórias muito misteriosas para contar.

“Já ouvi o piano tocando sozinho de madrugada, vultos andando nos corredores", garante um deles.

“Parece que há alguns fantasmas por aí. Eu nunca vi. Mas isso não me assusta. Os fantasmas acabam gostando quando dançamos. Eles devem vir para assistir e aí não nos assustam. Só quando o teatro está muito silencioso é que eles resolvem se apresentar”, ri a bailarina Ana Botafogo.

Um homem acredita. Há 28 anos trabalhando no teatro, Luiz Gonzaga diz que testemunhou estranhas situações. Uma vez, depois de um dia inteiro de trabalho, antes de voltar para casa, Gonzaga foi jogar cartas com um amigo nos fundos do teatro.

"Quando começamos o carteado, um belo violino começou a tocar", lembra o funcionário. "Eu desci para ver e não tinha ninguém. Continuamos a jogar o baralho. Menos de dois minutos depois, o violino voltou a tocar. Fomos até a sala da orquestra para ver quem estava lá, mas não havia ninguém. Eu comecei a me arrepiar e o outro funcionário também. Não vou dizer que eu senti medo, mas respeitei. Para mim, era um fantasma que estava tocando".

Numa outra vez, depois de ficar afastado por um tempo do teatro, Gonzaga estava assistindo a um ensaio. Lá embaixo, no palco, conta que viu um velho conhecido, o maestro David Machado. Gonzaga até comentou com um colega: "O David Machado ainda não parou com esse vício de vir ao palco?”. E o outro funcionário respondeu: “David Machado morreu faz pouco mais de um mês”.

“Essas coisas que aconteceram foram as que eu vi", garante Luiz Gonzaga.

Nem todos os que trabalham no teatro acreditam, mas são histórias como essas que ajudam a fazer deste um palco ainda mais especial.

Fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0 ... 97,00.html