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Falta pouco para a web parar de vez

Nós finalmente “quebramos” a internet. No momento em que gigantes como Time Warner e AT&T admitem que seus servidores pediram água e começam a restringir determinados “gulosos” de banda, é hora de começar a temer pelo futuro.

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A medida que nos tornamos uma sociedade faminta por vídeos, acabamos sobrecarregando os fios por onde viajam as informações da internet. O resultado é que a lentidão agora é inevitável, a experiência online vai começar a retroceder para evitar que a web simplesmente pare de uma vez.

E olha que estamos falando das conexões residenciais, pois a quantidade de banda usada em provedores de TV a cabo que fornecem acesso à internet é algo espantoso. A medida que incrementam as conexões residenciais, surgem no horizonte os fantasmas dos aumentos abusivos de preços.

Segundo reportagem publicada recentemente no New York Times, as empresas de TV a cabo nova-iorquinas estão deixando propositalmente as linhas se congestionarem para usarem isso como desculpe para restringir os vídeos via web. Eles alegam que não há demanda para mais caácidade de banda, o que é um contrasenso, afinal, se realmente não houvesse demanda, os preços baixariam, não aumentariam. Eles preferem cobrar mais dos clientes do que aumentarem sua capacidade.

Temos percebidos uma preocupação genuína dos executivos das empresas, que já perceberam que suas empresas estão no limite do tráfego. Nesse contexto, as redes 3G são muito mais frágeis do que se imagina. A AT&T, por exemplo, não conseguiu segurar a conexão em março último, quando milhares de iPhones se conectaram para conferir a transmissão do SXSW, uma convenção americana de música cheia de shows de grupos de rock independente.

Mas o monopólio econômico já dá uma pista de que não teremos conexões mais baratas e ilimitadas nos próximos anos. Muito pelo contrário. Largura de banda está se tornando moeda corrente, os sites vão se tornar mais leves e mais básicos para atender a essa nova realidade.

Com esse novo contexto, o texto volta a ser a estrela. Ele é muito eficiente. Wordpress, Blogger equalquer um que deixe a conexão mais leve e mais rápida vai sair na frente. Os desenvolvedores de novos codecs, mas leves e mais eficientes, serão os vencedores. E vai perder quem ainda investe na fórmula antiga, como o próprio YouTube.

Mas há uma luz no fim do túnel. Algumas empresas já estão em pleno desenvolvimento do LTE, uma rede sem fio mais leve, mais potente e mais eficiente do que o WiMax, por exemplo. Mas o LTE não estará plenamente funcional antes de 2011. Ele também tem limites, é claro, mas são menos inconvenientes do que os do 3G, por exemplo.

O pior mesmo vai ser a instalação física dos cabos. O processo de instalação de uma nova infra vai ser longo e custoso. Esse assunto, inclusive, é o maior pesadelo das empresas.

Criar uma regulação nacional ou internacional será pouco eficiente, pois pode até controlar os preços cobrados, mas não a qualidade das conexões, que tendem a ficar cada vez mais lentas. Também não dá para achar que essa nova realidade vai gerar uma safra de sites mais eficientes e menos pesados. Temos apenas que nos acostumar com essa nova era.

Fonte: http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=1424
 
será que pode acabar a internet ? isso é posivel ?
 
Eles sempre vão inventar algo mais moderno
 
tomara