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Exames nacionais

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Hoje decidi debater os exames nacionais.
Este assunto já é muito polémico no nosso país, mas como há muito que ninguém o contesta publicamente, e como estamos na altura deles, decidi deitar umas achas para a fogueira. E que arda muita lenha!
Os exames nacionais são absolutamente inúteis.
Valem entre 30 e 40% das notas finais dos alunos ás disciplinas, e nalguns casos, até valem 100% (mais aí, nesses raros casos, já é justificado que eles existam, como explicarei mais á frente).
Estes exames, contém uma imensa matéria, matéria de dois anos lectivos, que embora não estando lá toda, os alunos são obrigados a terem que dominar a matéria inteira dos dois anos porque não sabem o que lá vai sair.
São decisivos para a notas final dos alunos, mas a sua única utilidade é que sirvam de estatística ao ministério da educação para avaliar o estado em que está o conhecimento dos alunos. Não podiam fazer exames sem nota, porque os alunos não iam estudar (para não desperdiçarem as suas férias) e a "sondagem" não ia ser muito realista.
Difíceis ou facilitados, os exames são e continuarão sempre a ser inúteis para o progresso dos alunos.
É muito comum os alunos baixarem as notas nos exames, e isso será quase fatal para sua a média (dependendo do quanto baixam), e mesmo que o ministério resolvesse trabalhar para as estatísticas, criando exames mais fáceis, apenas faria com que os alunos tivessem melhores notas, mas que chegassem ao mundo do trabalho mal preparados, mal qualificados, com conhecimentos menores do que aparentavam pelas suas médias.
O exame não é mais um teste, é mais do que um simples teste extra inútil, é um teste rigoroso que só piora as notas dos alunos.
Se a avaliação é contínua e não tem apenas em conta as notas dos testes escritos, porque razão um exame nacional tem de ter tanto peso na nota?
Os únicos que continuam a defender os exames parecem ser os velhos ex-professores e professores do tempo do Salazarismo, que usam argumentos que continuo sem perceber a sua lógica.
Cada vez anseio mais que a geração do "no meu tempo é que era" desapareça do nosso país (refiro-me á sua influência), porque só nos estão a atrasar.
O que o nosso ensino precisa, é de professores do séc. XXI e não professores do séc. XX com métodos do séc. XIX, como os que nós temos.
Os exames existem á 27 anos, e só pioraram o desempenho dos alunos. No entanto, os velhos dinossauros do ensino continuam a dizer que isto vai mal porque não há exames, ou porque os exames são assim ou assado e deveriam ser doutra maneira. É triste.
Quanto aos exames que valem 100% das notas, esses só valem tanto para os alunos que por algum motivo tenham tido que abandonar a disciplina A, substituindo-a pela B, e que por isso, ao fim de dois anos que já deveriam ter frequentado uma dessas disciplinas ( A ou B), tem como qualquer outro que ir a exame. Mas uma vez que só tiveram 1 ano da disciplina B, não tiveram notas ao longo do ano, e por isso apenas o exame no final do ano lhe vai fazer a nota.
Os exames ajudam aos alunos a tomar consciência do que é a vida? é o que dizem muitos, mas para mim não.
Tudo nos ajuda a tomar consciência da vida, começando pela escola e á medida que pasamos por tantas outras dificuldades. Os exames não são uma escola da vida, são testes, portanto não percebo onde alguns vão buscar essa ideia.
Dão notas com os mesmos critérios para todos os alunos e por isso, como muitas vezes não acontece ao longo do ano, e por isso são benéficos? Se um professor estiver a cumprir a sua obrigação, não tem filhos nem enteados. Portanto, se para um aluno se dá uma nota igual á de outro embora tomando diferentes parâmetros de avaliação (por exemplo, se o aluno A teve uma nota um pouco mais baixa que o aluno B mas é mais participativo, mais trabalhador nas aulas e faz mais vezes os trabalhos de casa, tem melhor nota que aluno B), não deixa de ser justo. Portanto se existem exames não deve haver avaliação contínua (que discordo), se existe avaliação contínua não devem existir exames. E se não existir avaliação contínua, não devem existir aulas (que são como todos consideram, indispensáveis).