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Estudo descobre espécies marinhas idênticas nos dois polos

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Pelo menos 235 espécies marinhas vivem nos dois polos do planeta, separadas por uma distância de cerca 12 mil quilômetros.

A afirmação foi feita no Censo de Vida Marinha, um levantamento que começou a ser realizado em 2000 para marcar o Ano Internacional Polar, e será publicado em outubro de 2010. O levantamento envolveu 500 pesquisadores de mais de 25 países.

Cientistas ficaram surpresos ao encontrar as mesmas espécies vivendo nos dois polos.

"Algumas das espécies mais óbvias, como pássaros e baleias migram entre os polos todos os anos", explicou Ron O'Dor, um dos cientistas que lideraram o censo.

Ele afirmou, entretanto, que a presença de criaturas menores, como minhocas vivendo na lama, pepinos-do-mar e lesmas marinhas nos dois polos chamou a atenção dos pesquisadores do projeto.

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A lesma Cliona limacina, também conhecida como borboleta do mar, foi encontrada nas águas geladas tanto do Ártico como da Antártida.

O'Dor disse que a distância de 12 mil quilômetros entre os dois habitats não representou um obstáculo para a vida marinha, assim como as montanhas não são obstáculo para espécies terrestres.

"Os oceanos são um território mesclado", disse ele à BBC News. "Existem todos os tipos de correntes que permitem as coisas se locomoverem."


O censo envolveu mais de 500 pesquisadores de 25 países diferentes.
Ele também acrescentou que as temperaturas nos oceanos não variavam o suficiente para servir como uma barreira térmica.

"O oceano profundo nos polos cai a uma temperatura que chega a -1º C, mas o oceano profundo na linha do Equador não passa de 4º C."

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"Existe uma continuidade no oceano como resultado de grandes sistemas de correntes, que chamamos de 'cinturão condutor'. Muitos destes animais têm estágios de ovos e larva que podem ser transportados nesta água."