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Empresário japonês é preso por fraude de US$ 1,4 bilhão

O empresário japonês Kazutsugi Nami, de 75 anos, foi detido nesta quinta-feira em Tóquio acusado de ter enganado cerca de 37 mil pessoas em uma fraude de US$ 1,4 bilhão.

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Nami oferecia lucros de até 37% aos investidores
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Ele teria coletado, desde 2001, milhões de ienes dos investidores, prometendo lucros fabulosos de até 37%, mesmo sabendo que não poderia cumprir o acordo.

A polícia ainda não divulgou os números. Mas há estimativas na imprensa japonesa de que a fraude poderia chegar a US$ 2,8 bilhões.

Proprietário da agora falida L&G, empresa que vendia produtos para dormitórios japoneses por catálogo e pela internet, o japonês lançou ainda no mercado uma moeda virtual, batizada de "enten", supostamente válida em lojas e eventos promovidos pela empresa e em mercados na internet.

Muitas das vítimas eram pessoas idosas, que inicialmente compravam de vegetais a acolchoados com a moeda nestas feiras organizadas por Nami.

Outras 20 pessoas ligadas à empresa também foram presas. Antes de ser levado pela polícia, Nami chegou a afirmar a repórteres que não tinha feito nada de errado.

Questionado se estava arrependido e se pediria desculpas aos investidores, ele respondeu: "Não. Eu coloquei minha vida em risco, então por que deveria me desculpar? Eu sou a maior das vítimas".

Feiras de produtos

Os investidores recebiam créditos da moeda virtual através do celular, e os usavam para comprar vários tipos de produtos, como roupas, comida e joias.

A L&G foi fundada em 1987, e começou no mercado vendendo produtos para cama e para saúde. O esquema de investimentos, que inclui a moeda "enten", teve início em 2001.

A empresa parou de pagar os dividendos em fevereiro de 2007. Em setembro daquele ano, quase todos os funcionários foram demitidos.

Hajime Chiba, chefe de um grupo de advogados que representa cerca de 900 vítimas, disse à NHK, rede pública de tevê, que estão sendo estudadas formas para tentar recuperar o dinheiro. Muitos dos que foram lesados ainda não deram queixa.

Segundo Chiba, há casos de idosos que investiram até 100 milhões de ienes na empresa de Nami.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... eewt.shtml