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Ditador iraniano mantem-se no poder

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As eleições fraudulentas deram a claríssima vitória (62,63%) ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, inclusive em zonas onde as sondagens davam a vitória ao candidato da oposição Mir-Hossein Moussavi, que obteve apenas 33,75% dos votos.
Centenas de apoiantes de Moussavi desceram ás ruas protestando contra a fraude eleitoral e a ditadura islâmica de Ahmadinejad.
A participação nestas eleições foi de 80%.
Cerca de 170 opositores foram presos pela polícia iraniana, desconhece-se se o próprio candidato também está ou não detido, embora isso tenha sido negado pela sua esposa.
Mir Hossein Moussavi é um candidato independente reformista, crítico de algumas posições de Ahmadinejad, mas a verdade é que também já foi um dos protagonistas da revolução islâmica do país.
Foi primeiro-ministro entre 1981 e 1989. Durante o seu mandato, mais concretamente no verão de 1988, ordenou a execução de 30.00 prisioneiros políticos, enterrados depois em valas comuns. Moussavi é também conhecido por diversos escândalos sexuais e de corrupção.
Durante o seu governo, ele achava que as mudanças iriam trair a revolução, agora, assume-se como um reformista, defendendo alterações na constituição, que permitam a existência de cadeias de televisão privadas e a transferência de certos poderes do líder supremo para o presidente (aquele que é eleito pelo povo).
Mossavi também discorda da negação do Holocausto judeu que o presidente Ahmadinejad fez durante o seu mandato.
Alguns alegam que a sua candidatura foi anunciada a pedido do Ayatolah Komeini (o líder supremo), para travar um outro reformista, Mohamad Khatami, da Associação dos Clérigos combatentes (um partido reformista).
Sejam quais forem as suas intenções, o que parece mais provável é que tudo continue na mesma. O presidente vai manter-se no cargo, e continuar o seu programa nuclear que insiste ser exclusivamente para obtenção de energia, mas que faz temer os EUA.