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Crise pode custar 50 milhões de empregos no mundo, diz OIT

Resultado elevaria taxa de desemprego global para 7,1%.
200 milhões de trabalhadores pode ser levados à pobreza extrema.


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Espanhóis fazem fila em agência de emprego do governo em Madri.


A crise mundial, que completa dois anos este ano, poderá deixar sem emprego mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo até o final de 2009, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo a agência das Nações Unidas, no cenário mais otimista, este ano terminaria com 18 milhões de desempregados a mais do que no final de 2007, com uma taxa global de desemprego em 6,1%.

A entidade aponta, no entanto, que um cenário mais realista aponta para a perda de 30 milhões de empregos – número que pode chegar a mais de 50 milhões no pior cenário imaginado, com uma taxa de desemprego global de 7,1%.

Nesse cenário, cerca de 200 milhões de trabalhadores, a maioria em países em desenvolvimento, podem ser levados à pobreza extrema. De acordo com o levantamento, a crise pode fazer com que 45% dos trabalhadores do mundo sejam incapazes de ter uma renda familiar superior a US$ 2 diários por pessoa.

"A mensagem da OIT é realista, não alarmista", afirmou em nota o diretor-geral do órgão, Juan Somavia. "Nós estamos enfrentando uma crise global de emprego. Muitos governos estão conscientes e ativos, mas uma ação internacional mais decisiva é coordenada é necessária para evitar uma recessão social global", apontou.

O relatório da OIT mostra que, em 2008, o norte da África e o Oriente Médio mantinham as maiores taxas de desemprego do mundo, de 10,3% e 9,4%, respectivamente. Em seguida, as maiores taxas foram observadas no Europa Central e Sul (excluindo União Européia) e a Comunidade dos Estados Independentes, de 8,8%.

Com desemprego em 7,3%, a América Latina aparece melhor posicionada que a África Subsaariana, cuja taxa é de 7,9%. As menores taxas de desemprego foram mais uma vez verificadas no leste asiático, de 3,4%.

Comparado a 2007, no entanto, o maior aumento de desemprego em bases regionais foi verificado nos países desenvolvidos e União Européia, de 5,7% para 6,4%. O número de desempregados nessa região subiu 3,5 milhões em um ano, para 32,3 milhões em 2008.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_N ... Z+OIT.html