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Consumidor deve pagar as contas mesmo com greves

Para não pagar multa e juros, é preciso lembrar a data do vencimento das contas e entrar em contato com a empresa e checar as opções para o pagamento. São várias. Tem as lotéricas, supermercados, internet, caixas eletrônicos. Pode dar um pouco de trabalho, mas é melhor do que ficar no prejuízo.

Na caixa de Correio, só tem propaganda. E as contas? “Está tudo para vir pelo correio e não chega. Depois, tenho que pagar com atraso e a multa”, reclama a aposentada Dalva de Paula.

Ao todo, 50 milhões de correspondências estão com atraso, depois de 10 dias de greve. E como se não bastasse, os bancários também pararam. Ao todo, 2,8 mil agências foram fechadas em todo país.

“Agora, com a greve dos bancos junto com a dos correios, vai ficar um pouco difícil de cumprir as obrigações. Então, vamos ter que negociar depois que tudo passar”, aposta a engenheira Ana Maria.

Para fugir do prejuízo, o jeito é se mexer. “O consumidor também não pode cruzar os braços em relação aos seus pagamentos. Então, se ele tem um pagamento a ser efetuado, ele deve tentar as outras formas de pagamento, seja pela internet, seja nos correspondentes bancários, seja nas loterias”, Geraldo Tardin, do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (IBEDEC).

Para isso, é preciso pedir a segunda via da fatura, pessoalmente ou pela internet. Algumas empresas fornecem por telefone o código de barras, aquele número grande que aparece nos boletos. Com ele, é possível pagar contas pelo computador, no site dos bancos e mesmo pelo telefone. Mas, se foi o carnê de compras que não chegou, a dívida deve ser paga diretamente nas lojas.

A paralisação dos bancos é por tempo indeterminado, dizem os grevistas. Já a greve dos Correios, de acordo com a empresa, está no fim. Ao todo, 95% das atividades devem ser retomadas nesta sexta-feira (25). Sindicatos de vários estados decidiram voltar ao trabalho, inclusive o de São Paulo.

“Quando São Paulo volta, volta o Brasil. É igual quando você fecha o Aeroporto de Congonhas. Então, para os Correios é a mesma situação. Se São Paulo para, para tudo. Então, São Paulo voltando, tenho certeza de que nós vamos conseguir voltar praticamente em 95% do Brasil ao serviço normal”, aposta o diretor dos Correios, Pedro Magalhães.

“Se os consumidores foram prejudicados, se tiveram danos, entrem em contato com os próprios Correios ou apresentem as suas demandas nos órgãos de defesa do consumidor. Se forem danos morais, busquem a Justiça”, recomenda Ricardo Morishita, diretor do Departamento de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.

Se a empresa não der opções para o pagamento das contas durante a greve terá que prorrogar o vencimento delas.

Fonte:
Bom Dia Brasil