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Construtoras terão R$ 10 bilhões para capital de giro, diz F

Construtoras terão R$ 10 bilhões para capital de giro, diz Fazenda

Os recursos serão provenientes da caderneta de poupança.
Do valor total, Caixa Econômica disponibilizará R$ 3 bilhões.


O Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (29) que as empresas que atuam na construção habitacional poderão contar com cerca de R$ 10 bilhões a mais em linhas de capital de giro.



(A primeira versão desta reportagem errou ao informar que o valor total anunciado de ajuda ao setor da construção civil era de R$ 13 bilhões. A reportagem já foi corrigida.)



O governo informou que os recursos serão provenientes da caderneta de poupança. A medida foi adotada para facilitar o acesso ao crédito para estas empresas, diz o governo federal.


Segundo o Ministério da Fazenda, para possibilitar a lilberação destes R$10 bilhões da poupança pelos bancos, passará a ser permitida a aplicação de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em capital de giro para construtoras, o que era vetado até o momento.


Esta permissão se aplica a todas as instituições financeiras que operam com recursos do SBPE e estará limitada a até 5% do saldo da poupança (R$ 205 bilhões no fim de setembro). Os recursos serão aplicados nas condições atuais do SBPE.


Linha de crédito da Caixa


O Ministério da Fazenda informou que, do valor total, R$ 3 bilhões são da Caixa Econômica Federal e R$ 7 bilhões de outras instituições financeiras. A linha da Caixa contará com um mecanismo de garantias adicionais - com o objetivo de reduzir a percepção de risco.

O governo permitirá que a Caixa mantenha em um fundo de reserva, parte dos dividendos que seriam distribuídos para a União. Com esses recursos, forma-se um lastro que garantirá até 35% do valor das operações realizadas pela Caixa, diz a Fazenda. O valor total dos dividendos que pode ser retido é, portanto, de R$ 1,05 bilhão.

O Ministério da Fazenda salientou que essa reserva só será utilizada em "última instância", pois serão exigidas as garantias habituais dos proponentes. Ela serve apenas, diz o governo, como "garantia adicional" para reduzir a percepção de risco das operações. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições para os financiamentos.




FONTE
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_N ... ZENDA.html