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Ciúme de familiar existe?

Na minha família, tenho um primo que namora uma menina muito simpática. Nós, que sempre fomos bem unidos, saímos juntos várias vezes e acabei me tornando um grande amigo dessa garota. Eis que surgiu o problema: meu primo, louco de ciúme, começou a inventar algumas histórias com relação a mim e sua namorada. O resultado foi: a menina parou de falar comigo com medo de que ele terminasse a relação com ela. Ciúme de primo vale?

Olha, você pode ter ciúme de quem quiser, mas envolver alguém da família na sua loucura já torna tudo doentio demais para qualquer pessoa. Se você é a pessoa que tem ciúme do seu namorado com relação à uma prima, lembre-se que o garoto teve uma vida antes de te conhecer. Por isso, ele pode ter uma relação totalmente familiar com a essa garota e ela acabou se tornando uma grande amiga dele. É preciso mesmo ter ciúme disso? Tem gente que tem ciúme de celebridade, de melhor amiga, de ex-namoradas e tudo o mais, mas, de primos também?

Primeiro: se você se mostrar tão ciumenta a ponto de tentar acabar com a relação do garoto com a sua própria prima, ele pode se assustar e querer se afastar de você. Afinal, se você o está privando de viver com a família, imagina o que você poderá fazer em relação aos amigos? Sinceramente, eu acredito que não vale à pena levar em frente uma discussão envolvendo qualquer familiar da pessoa. Família é família, cada um tem a sua, com os seus defeitos e qualidades. Se você não concorda com algo, o máximo que pode fazer é conversar sobre o assunto e aconselhar o garoto com decisões que possam ser mais maduras que as dele, mas nunca pedir para ele se afastar de algum membro.

Se o ciúme tiver algum fundamento, tipo, um histórico familiar de relacionamento, converse com o menino e deixe claro o motivo da sua insegurança. Se ele entender e você souber impor o seu ponto de vista, você pode pedir para que ele não exagere nas brincadeiras e intimidades com a pessoa. Dessa forma, o relacionamento de vocês pode encaminhar sem futuras crises. Que tal?

fonte: http://colunistas.ig.com.br/iboy/