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Cinco games para jogar pelo resto da vida

Listas com os melhores ou piores games são sempre divertidas, mas dessa vez resolvemos dar um passo além. Em mais uma tentativa de estimular o debate e promover a discórdia – ou por pura paranoia – perguntamos: "Se tivesse que escolher cinco games para jogar pelo resto da sua vida, quais seriam eles e por que?"

O cenário não precisa necessariamente envolver os já batidos naufrágios e ilhas desertas: se preferir você pode mentalizar um mundo devastado por crises financeiras e climáticas, ou ainda mais divertido, uma potencial infecção zumbi apocalíptica. O mais importante é imaginar-se trancado em um abrigo e/ou completamente isolado, em posse de apenas cinco games para jogar pela eternidade que lhe resta.

Seria esse o momento ideal para jogar aquele game que você vem paquerando há anos? Ou melhor desenterrar algum clássico da sua infância gamer? Um jogo multiplayer pode ser arriscado – existem outros sobreviventes? - mas potencialmente recompensador no caso de existirem outros jogadores. O tédio também é fator determinante: vale a pena levar um RPG cuja trama dura apenas 10 horas?

Pois essas são as escolhas feitas pela equipe do Arena Turbo. E você, que games escolheria se fossem os únicos que você pudesse jogar pelo resto da sua vida?

Renata Honorato

"Grand Theft Auto" - Uma aventura politicamente incorreta não poderia deixar de ser uma boa escolha para uma ocasião como essa. Além de acabar com o tédio, a série ainda renderia momentos "relax" com rádios iradas e muitos roubos de carro. Perfeito.

"We Love Katamari" - Enquanto o mundo acaba lá fora, eu poderia girar uma grande bola "ímã" por aí ao som de algum samba japonês. Sucesso.

"Enduro" - A fase da neblina é inesquecível, portanto essa seria a minha escolha nostálgica para que eu pudesse lembrar das peripécias infantis enquanto os zumbis comiam meio mundo do lado de fora.

"World of Warcraft" - Nunca entrei de cabeça nesse MMO por medo de perder a minha vida social. Como em um mundo devastado não existiram shows do Radiohead e afins, essa seria a minha oportunidade de ouro de gastar muitas horas - reparem: MUITAS HORAS - jogando WoW.

"NBA Live" - Jogos de esporte são muito legais e raramente enjoam. Como há anos carrego simpatia pela série, provavelmente levaria a edição mais recente para gastar o tempo.


Caio Teixeira

"World of Warcraft" – Com alguns personagens criados, mas sem o menor tempo de cuidar das proles corretamente, com certeza “WoW” é um jogo que levaria para a vida toda. A mamãe Blizzard continua entregando do bom e do melhor para seu predileto.

"Team Fortress 2" – Sou viciado em shooters. Fato. Mas a Valve se superou na sequência do clássico e uma nova emoção chega a cada update. Mesmo porque, o Arena Turbo me impede de conseguir todos os achievements e levarei a vida toda para consegui-los!

"Resident Evil (série)" – Nada como um pouco de susto e adrenalina para levantar a moral. A série é simplesmente maravilhosa (com alguns tombos, obviamente), mas o "Resident Evil 5" promete entrar para o hall dos inesquecíveis de todos os tempos.

"Vampire Bloodlines" – Só eu devo jogar esse game. O que é uma pena, já que é um dos melhores RPGs que já vi. É bem estruturado, com um roteiro dinâmico e ótimos gráficos (para sua época de lançamento). Só falta um pouco de visão para investirem melhor em uma série e, quem sabe, MMO sangrento.

"Tekken (série)" – Tudo bem, podem apedrejar, mas Tekken sempre me deixou fascinado com a fluidez de movimentos e os momentos mais engraçados ao jogar com King. Para as cucuias com "Street Fighter" e "The King of Fighters"; eu gosto de poder me movimentar na reta Z, caceta! Meus primos me odeiam por isso, mas e daí? É só família mesmo...

Bruno Vasone

"Grand Theft Auto" – Seja as desaventuras de CJ em San Andreas ou Niko Bellic em Liberty City, o fato é que além da trama principal – que jogada muitas vezes irá eventualmente cansar - ainda há simplesmente muito o que fazer em ambas as cidades. Além do que, “viver” dentro de uma metrópole virtual pode me ajudar a manter a sanidade – ou ao perdê-la, oferece a possibilidade de extravasar agressividade e frustração nos transeuntes digitais.

"Sim City" – Poder brincar de Deus, reconstruindo a sociedade do zero – somado à chance de poder arrebentá-la novamente só de raiva – é presença obrigatória no meu 'bunker' solitário. Ajuda também a bolar um plano de ação caso os zumbis resolvam me transformar em seu líder.

"C&C: Red Alert 2" – Escolher apenas um game de estratégia em tempo real é brutalmente difícil, mas um título que gira em torno de ameaças nucleares apocalípticas aparentemente é o que vem melhor a calhar.

"Guitar Hero: World Tour" – Além da possibilidade de poder fazer as vezes de “guitarrêro” no volume máximo e estourar seus tímpanos – veja pelo lado bom, você não irá mais ouvir os zumbis ganindo do outro lado da porta – em WT ainda é possível compor suas próprias músicas no estúdio virtual. E convenhamos, mesmo que você não tenha talento, ninguém irá ouvir suas criações mesmo, então... Isso sem mencionar a chance de armar um concerto de heavy metal para um multidão de mortos-vivos batendo cabeças.

"X-Com: Terror from the Deep" – Um dos que mais marcou minha juventude gamer – literalmente dezenas de noites a fio pesquisando novas tecnologias, treinando minha equipe e caçando aqueles malditos alienígenas em suas fortalezas submarinas. Soldados e cenários são completamente randomizados a cada sessão, o que é um extra na hora de escolher um game para jogar pelo resto de sua vida.

Fonte: http://arenaturbo.ig.com.br/materias/50 ... 279_1.html