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Caso de barco fantasma na Austrália assusta até bicampeão ol

Marcelo Ferreira afirmou que acha a história bem 'estranha'.
Alexandre Paradeda conta que nunca viu algo igual.


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O bicampeão olímpico Marcelo Ferreira


A incrível história do barco fantasma, cuja tripulação desapareceu ao navegar na costa australiana, não surpreende somente leigos no assunto. É um mistério até mesmo para um bicampeão olímpico, um especialista quando o assunto flui sobre as ondas do mar.

Consultado pelo G1, Marcelo Ferreira, medalhista de ouro nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta, e 2004, em Atenas, na classe Star ao lado de Torben Grael, ficou perplexo com a história da tripulação australiana que desapareceu sem deixar pistas de um catamarã de 12 metros.

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O catamarã de onde a tripulação desapareceu misteriosamente


A embarcação de 12 metros foi encontrada no último dia 20 perto da Grande Barreira de Corais, distante 160 quilômetros da costa da Austrália. O motor estava ligado e os objetos como computadores, telefones celulares e o GPS estavam intactos. A mesa de jantar estava arrumada, com panelas de comida, pratos e talheres - não havia sinais evidentes de problemas no barco, a não ser por uma vela rasgada.

“Esta história é muito esquisita”, disse ele, que já participou da Volvo Ocean Race, regata que dá uma volta ao mundo passando por todos os oceanos. “É uma paranóia... Sumir os três. Acho difícil ter sido tubarão, porque um deles deveria ter saído”, completou.

“Só espero que tenham sido seqüestrados, porque senão nunca mais vou para o mar”, brincou Ferreira, rindo. Em seguida, ele deixou claro que espera que todos estejam vivos e bem.

Outro atleta olímpico brasileiro, Alexandre Paradeda, também engrossou o coro de Marcelo Ferreira e disse que nunca viu ou soube de uma história parecida.

“Se fosse tubarão, o barco não estaria com a vela amarrada”, afirmou o velejador, que disputa as competições na classe 470. “É tudo muito estranho”, completou.

A hipótese de um ataque tubarão enquanto nadavam foi levantada pela própria polícia australiana, que tem ainda outras teorias: um dos tripulantes caiu na água e, na tentativa de salvá-lo, os outros dois teriam se afogado; uma embarcação pirata chegou repentinamente e seqüestrou os três tripulantes do Kaz II.

Sem pistas, a polícia decidiu interromper as buscas, mas a família não desistiu e ganhou apoio de 25 voluntários, que vão navegar por ilhas próximas ao local onde o barco foi encontrado. Todos eles são membros do Serviço de Emergência.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... 02,00.html