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Candidatos à Casa Branca apostam em campanha pela Internet

Candidatos à Casa Branca apostam em campanha pela Internet

Esta eleição presidencial americana consolidou a importância de uma nova forma de se fazer campanha política: pela Internet. Veja, na quarta reportagem especial sobre a corrida à Casa Branca.



A rede mundial de computadores esteve bastante presente durante a campanha presidencial norte-americana deste ano. Por meio dela, o país inteiro acompanhou a história e a evolução de cada candidato.

Barack Obama e John McCain aderiram à linguagem da Internet para atingir os eleitores mais jovens. Nos sites de relacionamento, Obama foi o mais popular; mais de dois milhões de jovens se juntaram ao candidato e conversaram com ele no site Facebook. O republicano McCain tem cerca de 570 mil amigos no mesmo site.

As páginas oficiais dos dois candidatos na Internet também viraram lugares de prestação de contas aos eleitores. E ainda: um terço do dinheiro arrecadado por Obama foi doado pela Internet. Foi também por um programa de computador que os voluntários dos dois partidos tentaram convencer os eleitores a votar no seu candidato.

O candidato Democrata foi quem explorou mais a tecnologia. A campanha de Barack Obama enviou uma mensagem de texto pelo celular para avisar sobre a escolha do candidato a vice, Joe Biden, antes mesmo de fazer o anúncio na televisão.

A primeira vez que a Internet causou impacto durante uma campanha eleitoral nos Estados Unidos foi em 2004, na reeleição de George Bush. De lá para cá, surgiu uma mudança importante: o Youtube, site que possibilitou maior difusão dos vídeos publicitários e discursos dos candidatos.

O Youtube mudou a cara da política americana também com seus vídeos divertidos. Milhões de americanos se encantaram com a sensualidade da “garota Obama”, personagem criado por uma agência de publicidade independente; dizendo-se apaixonada pelo Democrata, ela cantou, dançou e levou muitos jovens a se interessarem pelo candidato.

John McCain também usou o Youtube para espalhar propagandas contra o adversário. Além disso, sua candidata a vice, Sarah Palin, virou piada em perfeitas imitações da comediante Tina Fey.

Em um país onde votar não é obrigatório, o site de compartilhamento de vídeos também recebeu mensagens sérias de um time estrelado, os que defendem simplesmente o comparecimento às urnas. Segundo especialistas, a rede pode fazer a diferença.

Fonte: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL84 ... ERNET.html