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Câmeras em telefones e smartphones

Não é incomum ver aparelhos com câmeras de 5 ou até mesmo 8 megapixels que tiram fotos borradas, muitas vezes inferiores às de câmeras de apenas 2 ou 3 megapixels de duas ou três gerações anteriores. Isso ilustra como a resolução do sensor é apenas um dos fatores que determina a qualidade final das fotos. Este tutorial analisa o tema.

Existe uma certa polêmica em torno da real necessidade de usar câmeras de alta resolução (especialmente em smartphones, que são geralmente usados para tirar fotos mais casuais), já que, na maioria dos casos, as fotos não são impressas, mas apenas enviadas por e-mail ou postadas no Flickr. Mesmo que você tenha uma câmera de 8 megapixels, você provavelmente vai preferir reduzir a resolução das imagens antes de enviá-las, uma vez que os arquivos originais podem ter mais de 2 MB.

Apesar disso, câmeras de maior resolução oferecem algumas vantagens importantes, incluindo a possibilidade de recortar detalhes das imagens e redimensionar as fotos tiradas para resoluções mais baixas, deixando que o software de edição atenue falhas na imagem original. Com uma câmera de 5 megapixels, por exemplo, você poderia recortar algum detalhe englobando apenas 1/4 da imagem, ou redimensionar a imagem para um quarto do tamanho original (atenuando assim as imperfeições) e, ainda assim, continuar com uma imagem de quase 1.3 MP.

A questão é que a qualidade das câmeras, na maioria dos smartphones ainda deixa bastante a desejar (muito similar ao que tivemos no início da era das câmeras digitais), de forma que quem quer um smartphone capaz de tirar fotos com um nível de qualidade próximo ao de uma câmera dedicada, acaba precisando pesquisar bastante.

Um dos principais motivos é a simples questão do custo. Quando você paga R$ 1000 por uma câmera digital, todo o custo está diretamente relacionado à câmera propriamente dita. Por outro lado, quando você paga os mesmos R$ 1000 por um smartphone, apenas 10 ou talvez 20% desse valor vai para a câmera, o que faz com que, naturalmente, a qualidade seja muito diferente.

Um bom exemplo disso é o iPhone 3G. Embora o custo total do aparelho seja cerca de US$ 600 (sobre os quais são aplicados os subsídios das operadoras, chegando aos US$ 199 que ele custa nos EUA), o módulo da câmera não custa mais do que 10 dólares para a Apple, ou seja, menos de 2% do valor total. O mesmo se aplica a outros aparelhos com câmeras modestas.

Um termo que está cada vez mais em evidência hoje em dia é o "mito dos megapixels", que surgiu, justamente, como uma reação à corrida armamentista entre os fabricantes para produzir sensores com pixels cada vez mais espremidos, onde a resolução das fotos capturadas é alta, mas a qualidade não é necessariamente melhor do que a dos sensores da geração anterior.

Não é incomum ver aparelhos com câmeras de 5 ou até mesmo 8 megapixels que tiram fotos borradas, muitas vezes inferiores às de câmeras de apenas 2 ou 3 megapixels de duas ou três gerações anteriores. Isso ilustra como a resolução do sensor é apenas um dos fatores que determina a qualidade final das fotos. Uma analogia poderia ser feita com relação à freqüência dos processadores, que passaram por uma fase similar. Um antigo Pentium 4 de 3.06 GHz é muito mais lento que um Core 2 Duo ou Core 2 Quad atual, muito embora a freqüência de operação seja similar. Isso nos leva aos diferentes fatores que determinam a qualidade final das fotos.


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