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Câmara e Senado renovam comando de olho em 2010 e orçamento

SÃO PAULO (Reuters) - A Câmara e o Senado escolhem nesta segunda-feira seus novos presidentes. Apesar das disputas em curso, as eleições devem consagrar a vitória do PMDB nas duas Casas. José Sarney (PMDB-AP) é o favorito no Senado e Michel Temer (PMDB-SP) deve vencer na Câmara.

Os vitoriosos terão como trunfo influir na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, pelo poder de dar andamento aos projetos governamentais e pela ascendência nas decisões de seu próprio partido.

Se conseguir a dupla vitória, o PMDB, bem-sucedido nas eleições de governos estaduais e municipais, se cacifa ainda mais para ser cortejado por PT e PSDB nas candidaturas à Presidência.

Os dirigentes do Congresso comandarão um orçamento para este ano de cerca de 6 bilhões de reais, sendo 2,7 bilhões de reais no Senado e 3,2 bilhões de reais na Câmara, influenciando ainda a escolha dos ocupantes para as comissões.

Na reta final, Temer recebeu o apoio do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que no domingo à noite desistiu da candidatura à presidência da Câmara. Candidato avulso, sem apoio do PMDB, ele aderiu a Temer.

"Tenho sido abordado por peemedebistas, que tenho em conta como verdadeiros amigos, e que ponderaram a importância de nossa unidade, no momento em que o PMDB tem a oportunidade de presidir a Câmara dos Deputados", afirmou Serraglio na nota em que anunciou sua desistência.

Permanecem na disputa os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI). Temer recebeu o apoio de 15 partidos --entre eles PT, PSDB e DEM--, o que não significa que todos os integrantes das siglas votem em sua candidatura. Com voto secreto, as "traições" são históricas nessas eleições. Em um total de 513 deputados, são precisos 257 votos, com possibilidade de segundo turno.

No Senado, Sarney disputa com o petista Tão Viana (AC). Sarney --que assumiu a candidatura apenas na quarta-feira, após negar interesse pelo cargo por meses--, tem a sustentação de partidos como DEM e PTB, enquanto Tião atraiu senadores do PSB, PR, PRB, PSOL e PDT, e na última hora do PSDB. Após o desembarque dos tucanos, que somam 13 votos, Tião passou a apostar na vitória.

São necessários 41 votos dos 81 senadores e não há segundo turno. No mesmo dia, são escolhidos os demais membros das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, compostas por dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... MENTO.html