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Calem-se com as coligações!

As eleições europeias já acabaram á mais de uma semana, mas a expectativa continua no ar. E agora? E agora José? Como dizia na capa do último exemplar da Visão que eu li.
Estamos num ano único, não sei se já houve no nosso passado democrático um ano com tantas eleições como este. Portanto para aqueles que se interessam pela política, é sem dúvida um ano muito interessante. Para os outros, é apenas uma seca.
Mas há contudo uma coisa que irrita alguns dos que se interessam por política (pelo menos a mim), os média só falam em possíveis coligações. Mas que irritação! Eu já sei o que é que vai acontecer, fala-se imenso nas coligações mas chegamos ao dia das eleições e a única que poderá haver será a única que até agora houve, PSD/CDS-PP (as dos anos 70 não contam).
E não faria sentido se existisse uma outra coligação entre os maiores partidos.
O BE ou o PCP coligarem-se com o PS é tão possível como um porco andar de bicicleta. Só os jornalistas é que não se acreditam! Uma coisa é em algumas autarquias, outra é me eleições gerais, onde está em causa o país!
Já sabemos que para os políticos, a política é um jogo de tabuleiro, mas pelos vistos para os jornalistas, ela também é uma brincadeira. Parem de brincar com o país! Procurem informar as pessoas de modo realista!
O PCP e o BE estão a milhas de distância do PS e do PSD. Mais depressa teríamos um Bloco Central do que um Bloco de Esquerda/PS ou um PCP/PS. O BE e o PCP não são um CDS-PP. É claro que o BE, sendo agora a 3ª força política, já não é um partido do protesto, mas também não é um partido com uma visão semelhante aos partidos do poder!
Louçã não poderia ter sido mais específico do que foi em certo comício no Porto, "Ou Bloco Central ou Bloco de Esquerda".
Mas existe outra coisa igualmente irritante. Os jornalistas continuam aparentemente de modo ingénuo a acreditar que Sócrates vai virar á esquerda depois da derrota nas europeias. Meus amigos virar á esquerda não é assim tão simples para alguém que não é de esquerda. Embora o PS seja um partido muito ao centro, Sócrates não é lá muito Guterres.
A era Sócrates marcou uma nova era em Portugal. Deixamos de ter um primeiro-ministro simpático que virava á esquerda ou á direita consoante a pressão dos grupos sociais.
O nosso primeiro-ministro é duro, arrogante e inflexível nas matérias mais importantes.
O máximo que Sócrates consegue em termos de hipocrisia é mentir (a sua especialidade) e fingir que é de esquerda quando está a ser de direita. Mas não consegue desviar o seu rumo para a esquerda.
São maneiras diferentes de enganar e governar mais vai dar tudo ao mesmo.
Depois temos o "terrorismo" á portuguesa - Manuela Ferreira Leite.
Manuela Ferreira Leite é o Osama Bin Laden português. Entre ela e Sócrates os maiores jacobinos e revolucionários votariam no PS!
Sócrates tem um terrorista á mão, fácil de usar para justificar a sua permanência no poder.
Daqui a uns anos não terá essa sorte, quando uma esquerda alternativa e forte lhe bater á porta como possível vencedora. Os truques baixos e o "terrorismo" irão tornar-se inúteis.
Nota: É interessante de verificar que ultimamene os meus posts sobre sobre política portuguesa acabaram sempre de maneira semelhante, prevendo uma nova esquerda no poder. Ilusão minha? No futuro veremos.