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Brasil quer que exportações para China subam para US$ 30 bil

Brasil quer que exportações para China subam para US$ 30 bilhões em 2010


Em 12 meses até junho, vendas brasileiras para a China somaram quase US$ 15 bilhões.
Foi lançada nesta quinta-feira, na CNI, a agenda China, que identifica setores exportadores.



O governo brasileiro espera, e trabalhará, para que as exportações brasileiras para a China subam para US$ 30 bilhões em 2010, informou nesta quinta-feira (3) o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Segundo ele, as vendas externas para o país asiático somaram quase US$ 15 bilhões em 12 meses até junho de 2008.

Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram, porém, que o Brasil passou a ter déficit comercial com a China de 2006 em diante. Nos seis primeiros meses deste ano, as exportações do país asiático para o Brasil superaram as vendas de produtos brasileiros na China em US$ 1,5 bilhão.




Segundo Barral, a agenda China, que está sendo lançada nesta quinta-feira, é fruto justamente destas "mudanças de padrões de comércio". Ele não soube dizer se, em 2010, o Brasil voltará a ter superávit comercial com a China com a expectativa de maiores vendas externas (US$ 30 bilhões naquele ano).

Para intensificar as exportações brasileiras para a China, o Ministério do Desenvolvimento identificou 619 produtos do país, em 48 setores, que possuem demanda no país asiático. Esses produtos respondem por US$ 637 bilhões em importações chinesas de outros países, ou 67% da pauta importadora.

De imediato, o MDIC informa que 147 produtos, de 28 setores, já teriam condições de competitividade para lutar pelo mercado chinês. Entre eles: petróleo, metais, papel e celulose, produtos minerais, químicos, carne de aves e suína, peles e couros, metalúrgicos, ferramentas, tintas, farmacêuticos, cosméticos, máquinas e motores, entre outros.




O embaixador chinês no Brasil, Chen Duqing, avaliou que o Brasil tem "muito espaço" a conquistar no mercado do país asiático, mas disse que é preciso que os empresários tenham mais "agressividade" e "trabalhem muito". "Tem que investir em marketing e na divulgação dos produtos", acrescentou ele.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, debater a agenda China remete à questão da competitividade da indústria brasileira. "Significa discutir um conjunto de deficiências sistêmicas que impedem o Brasil de avançar no comércio internacional", disse ele.

FONTE http://g1.globo.com/Noticias/Economia_N ... ES+EM.html