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Brasil ainda lidera em mortes por H1N1; vírus recua no país

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A circulação do vírus H1N1 está em queda no país, com a terceira semana seguida de baixa no número de casos graves no Brasil. Com ao menos 657 mortes, o país segue na liderança com o maior número absoluto de óbitos pela nova doença, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

"A análise epidemiológica dos dados permite concluir que a transmissão do novo vírus A (H1N1) e os casos graves provocados por ele estão diminuindo no Brasil", afirmou o órgão em comunicado.

Na semana de 23 a 29 de agosto foram 151 registros de casos graves, ante 639 confirmações na semana anterior, de acordo com o ministério.

Pela segunda semana, o Brasil lidera o ranking de países com o maior número de mortes e, no comparativo com as 15 nações com maior quantidade de óbitos, tem a sexta taxa de mortalidade --0,34 para cada 100 mil habitantes. Este número representa o percentual de óbitos em relação à população de cada país.

NÚMEROS DIVERGENTES

Das 657 mortes registradas pelo ministério até 29 de agosto, 261 foram em São Paulo, informou o órgão federal. Paraná é o segundo Estado mais afetado, seguido pelo Rio Grande do Sul.

Desde total, 63 vítimas eram gestantes.

Este balanço não inclui as mortes anunciadas pelas secretarias Estaduais nesta semana, o que elevaria o número.

No Brasil, 18 Estados confirmaram mortes pela nova doença, segundo dados das Secretarias de Saúde.

Para o diretor regional do Departamento de Doenças Infecciosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, David Mercer, o alto número de mortos no Brasil se deve à "transparência das autoridades em divulgar os casos".

"Há alguns países que apontam como causa da morte de pessoas a pneumonia ou outras complicações, sendo que elas foram decorrentes da nova gripe", afirmou, segundo nota do Ministério da Saúde.

"Não é que a doença seja mais virulenta ou o vírus mais fatal (no Brasil) do que em outros países, na Europa, África", explicou.

Com a confirmação da tendência de queda na circulação do novo vírus, o ministério passará a divulgar seu boletim sobre a doença quinzenalmente.


Fonte: MSN