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Boa forma para cachorro tem hidroterapia e esteira

Para os bichos, exercícios são uma grande brincadeira.

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Um endereço na Tijuca, Zona Norte do Rio, vem chamando cada vez mais a atenção por deixar seus praticantes em forma ou ajudá los na recuperação de alguma doença. Mas, engana se quem pensa que essa seja mais uma academia entre as inúmeras já espalhadas pela cidade. O ponto atende um público alvo muito especial: cães ou pequenos animais domésticos, que vêem nas atividades uma grande brincadeira.

Do lado de fora, uma placa informa o nome de algumas técnicas usadas para garantir o bem estar dos bichos: uso da esteira, hidroterapia, aulas de natação, além de sessões de acupuntura e homeopatia. As atividades são indicadas para animais obesos, com problema locomotor ou servem como alternativa de exercício.

Boxer Napoleão é veterano na esteira
A farra começa na sala de espera, onde os bichos se encontram e brincam antes de começar a aula.
Napoleão, um simpático boxer de 2 anos, é um veterano na esteira. Em forma, ele caminha com desenvoltura, equilíbrio e segurança durante o exercício. Não satisfeita em levá lo à rua para a voltinha diária, a dona de casa Giannina Cimino, procurou uma outra atividade para Napoleão gastar a energia que a raça costuma ter de sobra.

“Moro em apartamento e busquei uma alternativa porque achava pouco a caminhada diária de uma hora na rua. O boxer é um cachorro muito agitado e o exercício ajuda a acalmá lo.” Napoleão não faz feio: mostra intimidade com a esteira, onde se aquece antes de seguir para a aula de agility – um esporte baseado no hipismo em que o cão, conduzido por seu dono, pula obstáculos e salta distâncias.

Princesa se recupera de um derrame
Giannina descobriu a clínica depois que sua vira lata Princesa, de 17 anos, teve um derrame no ano passado. “A veterinária indicou a acupuntura para ajudá la a recuperar os movimentos. O atendimento era feito em casa porque Princesa não tinha condições de sair. Ela não andava.” Depois de oito meses, as seqüelas são mínimas. “A Princesa só ficou com uma lado da cabeça um pouquinho paralisado. Mas está bem melhor.”

O dia a dia da bióloga Rosane Suppa é dividido entre o trabalho, os cuidados com a casa e a atenção dispensada ao marido e ao restante da família: um canário, um peixe, um papagaio e o schnauzer Mike Tyson.

O nome do cachorro não faz jus ao seu temperamento. Mike Tyson é dócil e brincalhão e assim como Napoleão, também usa a esteira e faz agility. Segundo Rosane, a atividade física deixou o cãozinho mais calmo, o que não é uma característica da raça.

“O agility ajuda a socializar o cachorro e o aproxima de seus proprietários. Com a socialização, o cachorro aprende a respeitar o outro animal, não latir e a conviver com raças variadas. E se fica doente, reage bem e se recupera mais rapidamente.” Rosane conta que se encantou com a atividade antes mesmo antes de comprar o schnauzer. “Eu já tinha visto na TV e sabia que meu cachorro faria agility.”

Antes de ir para esteira, Mike Tyson fazia natação. O benefício da atividade foi logo comprovado. “Foi bom porque ele não sabia nadar. Ele era um afogado. Quando o colocamos na piscina, ele ficou apavorado. Ele se batia todo e afundava.” As aulas trouxeram benefícios. Mike Tyson costuma acompanhar os donos em viagens e não se faz de rogado: se a aventura inclui um mergulho de cachoeira, por que não aproveitar?

Uma mistura de poodle com pequinês, Rick não aparenta a idade que tem. Longe da obesidade, o cachorrinho de pêlo branco é bastante ativo. Os mimos da família incluem passeios três vezes por dia, boa ração, visitas freqüentes ao veterinário e tratamento com homeopatia.

Aos 13 anos, ele é um ‘senhor’ cachorro, que chegou à clínica depois do diagnóstico de uma artrose. A professora Vânia Badejo não mede esforços para ver seu bichinho saudável. “Faço qualquer coisa para que ele se sinta bem. O que não quero é vê lo sofrendo”, diz enquanto Rick é espetado com agulhas em pontos específicos do corpo.

Andrey Oquim, dono e veterinário da clínica, é quem aplica a acupuntura nos bichos. Ele explica que a técnica é similar a usada em humanos e pode ser aplicada em qualquer animal. Primeiro é preciso coletar o histórico do animal e fechar um diagnóstico pela medicina chinesa.

“Fazemos uma avaliação do pulso e da língua do animal. Através disso, seleciono pontos de acupuntura para o tratamento da patologia.” A vantagem é que a acupuntura não trata só a doença, mas sim o corpo como um todo. “Tratamos a origem do problema. A acupuntura traz bem estar e, ainda que não se consiga 100% de melhora, o organismo aprende a sobreviver com o problema. Mas em certas patologias é possível conseguir a cura, principalmente quando se está no estágio inicial.”


Fontes:
G1
http://www.portalms.com.br/canais/Boa-f ... 5/651.html