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até quando a internet pode interferir no convívio social....

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A dona de casa Eliany, de 39 anos, passou quase um ano dormindo apenas quatro horas por dia. O resto do tempo passava em frente ao computador. O motivo? Solidão. “Os homens que conheci pela internet me elogiavam mais do que meu marido. Ouvia de estranhos o que queria ouvir dele”, conta.

Casada há 15 anos e mãe de três filhas, Eliany fez da internet seu refúgio. E desta solidão ela não sofre. É cada vez maior o número de pessoas dependentes do computador. Gente que não dorme, não come, não trabalha e vive em um mundo paralelo, onde o que importa está do outro lado da tela.

Eu acordava às 8 horas e ficava no computador até as 4 horas da manhã. Não parava nem para fazer o almoço direito. Enquanto o arroz estava no fogo, corria para o teclado”, conta Eliany, que mora com a família em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
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Os bate-papos virtuais resgataram a auto-estima da dona de casa e supriram a falta de diálogo com a família. “Eu não ligava mais para nada. Nem para minhas filhas. Virei uma mãe desleixada. Pedia para outras pessoas pagarem as contas no banco, coisa que, antes, eu mesma fazia”, diz ela.
Sintomas e cura :

“Quando o internauta começa a usar a internet como meio de suprir demandas emocionais pessoais, existe uma chance de esse uso se tornar abuso. Isso provoca conseqüências nas esferas sociais, emocionais e profissionais dele”, diz a psicóloga Luciana Nunes, especialista em antropologia do mundo virtual, ramo da psicologia que estuda as relações interpessoais por meio do computador.

As páginas mais procuradas na internet são aquelas que permitem uma relação de amizade com quem está do outro lado. Por isso, os clicks campeões levam a salas de bate-papo e sites de relacionamento, como o Orkut. Mas a psicóloga conta que o sexo virtual também está no topo da lista: “Nestes casos, entra em jogo o anonimato e a possibilidade de vivências com outras pessoas. O problema é quando essa situação do mundo virtual se sobrepõe à realidade e começa a interferir nos relacionamentos reais”.

Foi o que aconteceu com Isabel (nome fictício), uma das pacientes da Dra. Luciana. Por e-mail, ela conta: “Eu me apaixonei por uma pessoa da internet. Sou casada e estou desesperada porque meu marido está desconfiado. E a pessoa (que ela conheceu pelo computador) se zangou e me tirou da vida dela”, relata a moça.

A psicóloga chama o problema de Transtorno de Dependência à Internet (TDI), e acredita que o “vício” tem cura, desde que o paciente queira sair dessa e ache o caminho adequado para se tratar. “Acredito no processo de melhora e controle por parte da pessoa que está passando por essa fase de dependência, mas todo transtorno emocional precisa de tratamento específico”, alerta a especialista.

Quem já passou pelo problema, como o paulistano Felipe Augusto Góes Miranda, de 27 anos, concorda que a cura existe, e é um alívio: “A internet já atrapalhou muito a minha vida. Passei muitas horas em frente ao micro, não me interessava por mais nada. Não procurava emprego e, se aparecia um, precisava que tivesse um computador com internet. E aí eu não conseguia me desviar e ficava preso. Já fui mandado embora por passar mais tempo na internet do que trabalhando. Deixava de sair com amigos reais para ficar conversando com amigos e namoradas virtuais. Acordava com a internet ligada, dormia com a internet ligada, almoçava em frente ao computador. Mas minha vida não é mais assim, já aprendi bastante. Hoje me considero um ex-viciado”.
 
Pior q n da fome n da nada...


Apenas VONTADE DE FIKAR NA FRENTE FUÇANDO ...


Vicio ...
 
é msm!
gostei da foto no menino e o pai puchando-o
 
seria muito legal e vantajoso se os livros tivessem esse magnetismo...
 
gosteeeii muitooo desse assunto .. eu tambem quaando adquiri meu computador eu era dia e noite o tempo tdo passava o dia inteiro na frente do pc... mas ainda bem consegui nao me viciar ...... a net tem vantagens mas tambem tem desvantagens se uma pessoa for viciada ela pode passar por problemas.. nao so no corpo como psicóloga.....