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Ataques de Israel na Faixa de Gaza deixam ao menos 205 morto

Pelo menos 205 palestinos morreram na manhã deste sábado depois que Israel lançou o mais violento dos ataques contra a região dominada pela organização islâmica Hamas, na Faixa de Gaza. Forças israelenses lançaram cerca de 30 mísseis contra território palestino, deixando ainda mais de 300 pessoas feridas. Pelo menos 30 instalações do Hamas na cidade de Gaza foram atingidas. Militantes palestinos responderam lançando foguetes que mataram um israelense e feriram outros, de acordo com médicos da região.

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"O número de vítimas já alcançou os 195 e há mais de 300 feridos, dos quais 120 se encontram em estado grave", declarou o médico Muawiya Hassanein à agência de notícias AFP. "O número subiu devido a novos ataques israelenses e ao resgate de corpos que se encontravam debaixo de escombros", acrescentou ele.

Um jornalista da Agência AFP relatou que a maioria dos quartéis generais dos serviços de segurança e da polícia de Gaza foram bombardeados em ataques simultâneos lançados por Israel, segundo um integrante dos serviços de segurança do Hamas.

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O presidente palestino Mahmud Abas anunciou que já iniciou uma série de "contatos urgentes" com numerosos países para deter os bombardeios: "Iniciamos contatos com vários países árabes e outros para cessar a vil agressão e os massacres na Faixa de Gaza", disse Abas por telefone à agência AFP desde a Arábia Saudita, onde se encontra, em visita oficial.

Mais cedo, o presidente palestino condenou os ataques de Israel, por meio de seu porta-voz Nabil Abu Rudeina, e pediu que a comunidade internacional interviesse para fazer cessar os bombardeios.

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Ataques podem se estender
O exército israelense confirmou que lançou um forte ataque aéreo contra a Faixa de Gaza, no território palestino controlado pela organização islâmica Hamas e avisou que os bombardeios irão continuar e poderão se estenter. "Nossa aviação interveio fortemente contra as estruturas do Hamas na Faixa de Gaza para deter os ataques terroristas das últimas semanas contra localidades no sul de Israel", disse um porta-voz à agência AFP.

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"Alertamos a população civil da Faixa de Gaza sobre os nossos ataques e o Hamas, que se esconde entre essa população, é o único responsável por isso", continuou o porta-voz. "Nossa operações continuarão e se estenderão, se for necessário", advertiu ele. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, reforçou dizendo que a operação prosseguirá "pelo tempo que for necessário".

Liga árabe terá reunião extraordinária
A Liga Árabe realizará amanhã, no Cairo, uma reunião de emergência para "examinar os bombardeios israelenses de Gaza", anunciou Amer Musa, secretário-geral da organização.

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"Os ministros árabes das Relações Exteriores terão uma reunião de urgência nas próximas horas para examinar a agressão israelense à Faixa de Gaza", declarou Musa, antes de explicar que o encontro foi solicitado pela Jordânia.

Musa pediu ainda à Líbia, membro do Conselho de Segurança da ONU, que solicite uma reunião do principal órgão de decisão das Nações Unidas.

O rei Abdullah II da Jordânia entrou em contato com os presidentes egípcio, Hosni Mubarak, e palestino, Mahmud Abbas, para "lançar uma iniciativa árabe e internacional destinada a acabar com a agressão israelense", segundo o palácio real.

O líder líbio Muamar Kadhafi conversou neste sábado com vários dirigentes árabes para adotar uma postura "firme e séria" a respeito, segundo fontes oficiais. O Irã, inimigo jurado do Estado hebreu, também condenou os ataques e pediu uma ação da comunidade internacional.

"Vinguem pela força"
A organização Hamas pediu aos seus seguidores que "vinguem pela força" os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. "Pedimos que nossas tropas se vinguem pela força as operações do inimigo israelense", conclamou o porta-voz do Hamas em uma mensagem difundida na emissora de rádio da organização.

O ataque israelense ocorre depois de ameaças feitas pelo governo israelense em resposta aos disparos de foguetes de grupos radicais contra seu território, que encerrou a trégua de seis meses com o Hamas - grupo que detém o controle sobre Gaza.

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Ontem, Israel abriu as passagens na fronteira com a faixa de Gaza para permitir a entrada de um comboio de 90 caminhões com ajuda humanitária com cargas de combustível, gás, remédios e produtos de primeira necessidade.

As facções armadas palestinas lançaram na noite de quinta-feira e nesta madrugada cerca de 20 foguetes a partir de Gaza contra o território de Israel, cujo governo realizará no próximo domingo uma reunião para decidir uma operação militar contra o território palestino caso fracassem as tentativas de renovar o cessar-fogo.


Redação Acemprol.