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Argentina condena ex-policiais por crimes durante ditadura

Argentina condena ex-policiais por crimes durante ditadura

BUENOS AIRES (Reuters) - A Justiça argentina condenou à prisão perpétua dois policiais depois de condená-los por assassinar 30 pessoas e dinamitar os corpos delas durante a ditadura militar do país.

Outro processado foi absolvido, o que provocou a ira dos familiares das vítimas, que criticaram com dureza os juizes do tribunal, forçando os magistrados a deixar a sala em que aconteceu o julgamento.

Entre 1976 e 1983, a Argentina foi governada por uma junta militar que segundos as denúncias de organizações de direitos humanos sequestraram, torturaram e assassinaram 30.000 pessoas. Uma comissão independente conseguiu provar 11.000 casos.

No dia 20 de agosto de 1976, os ex-policiais Carlos Gallone e Juan Carlos Lapuyole transportaram 30 pessoas que estavam ilegalmente detidas até uma zona rural a 60 quilômetros de Buenos Aires.

A Justiça acredita que ali os detidos foram assinados, tendo em vista que os corpos estavam amarrados, com os olhos vendados, e com um disparo feito a menos de um metro de distância, segundo os peritos.

Depois, os corpos foram amontoados e dinamitados.

Durante o mandato do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) o Congresso e a Corte Suprema de Justiça anularam duas leis de anistia que haviam sido aprovadas na década de 1980 para perdoar centenas de militares e policiais que haviam cometido delitos contra a humanidade durante a ditadura.

Esta decisão levou à reabertura das investigações, que haviam sido congeladas, sobre a repressão ilegal.



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... 02,00.html