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“Apenas o Fim”: amor nos tempos do MSN

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Caminhando pelos jardins da PUC do Rio, um casal passa em revista o seu relacionamento. A menina anuncia que está indo embora, o menino tenta entender o que a motivou. Em alguns “flashbacks”, o casal troca confidências sobre os seus gostos e afinidades – basicamente, cultura pop, ícones do entretenimento e todo aquele lixo que faz parte do cardápio de referências de quaquer jovem de classe média alta.

“Apenas o Fim” resume-se a isso. Por 80 minutos, acompanhamos o passeio e o diálogo dos dois protagonistas – vividos pelos atores Erika Mader e Gregório Duvivier – numa conversa sobre amor nos tempos do MSN.

O principal atrativo do filme é o fato de o diretor, Matheus Souza, ter levado a bom termo a produção com apenas R$ 8 mil – o equivalente a seis mensalidades do curso de Cinema na PUC, onde ele estuda. Souza teve o apoio da universidade, que emprestou o equipamento, e a ajuda de amigos e alunos para fazer o filme.

“Apenas o Fim” filia-se a uma tradição de comédias leves, sobre relacionamentos amorosos, tendo como moldura o ambiente e a cultura da zona sul do Rio. Uma novidade em relação aos filmes recentes de Domingos de Oliveira, por exemplo, é o fato de levar às telas o universo e as referências de uma geração que já tinha banda de rock – Los Hermanos – mas ainda não dispunha de um espelho para se contemplar.

É nesse sentido um filme de geração, atraente não apenas para estudantes da PUC, mas também para jovens que desconhecem esse universo, bem como para os que o idealizam. Comparado ao modelo de sucesso do cinema brasileiro (“Se Eu Fosse Você 2” e “Divã”), é um sopro de ar. Mas, curiosamente, por trás do seu aparente frescor, “Apenas o Fim” deixa a impressão de filme velho.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/mauriciosty ... os-do-msn/