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Análise PC: Turning Point: Fall of Liberty

Veja o que aconteceria se os nazistas vencessem o DIA D, acompanhem a análise desse jogo.

Na realidade alternativa do jogo, o primeiro-ministro inglês Winston Churchil, uma das figuras-chave do conflito, morreu em um acidente em Nova York, oito anos antes do início da guerra. Sem sua liderança, as forças nazistas derrotam as tropas britânicas em 1940 e conquistam a Europa, Ásia e África em pouco tempo. Em 1953, a Luftwaffe, força-aérea alemã da época, surge em um grande ataque-surpresa a Nova York, arrasando vários ícones da cidade, como a Estátua da Liberdade e o edifício Chrysler.

Você assiste a tudo isso na pele do operário de um prédio em construção que logo no primeiro estágio é pego de surpresa pelo ataque e deve chegar até o nível da rua para encontrar abrigo. Ainda que breve e sem maiores explicações, é uma introdução extremamente eficiente uma que passa muito bem a sensação de estar no lugar errado, na hora errada, sem saber bem o que fazer. Com um ataque tão brutal e ligeiro, ver seus companheiros caindo para a morte, assim como a chegada das tropas inimigas é algo muito intenso e cria uma ótima primeira impressão, que não consegue se sustentar por muito tempo.


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Herói da resistência

Apesar do ótimo começo, logo “Turning Point” começa a entregar sua verdadeira natureza. Nos estágios seguintes fica claro que o interessante tema foi utilizado como muleta para uma mecânica de jogo que não tem nada de novo a oferecer. Você vai andar sempre por traçados lineares e cumprir objetivos batidos, como plantar bombas ou defender trincheiras. É um jogo de tiro em primeira pessoa que utiliza de elementos de vários jogos de sucesso como “Medal of Honor”, “Call of Duty” e “Return to Castle Wolfenstein”, mas sem superá-los em momento algum.

Isto não quer dizer que o jogo não funcione ou não seja divertido. De sua maneira, digamos, básica de ser, tudo funciona corretamente. Ainda que haja alguns probleminhas com o equilíbrio das armas e a falta de uma interface intuitiva, os combates são ágeis e os inimigos oferecem um bom grau de desafio. A história e os personagens não irão cativá-lo, mas cumprem seus papéis de maneira competente graças ao clima cinematográfico.

Há algumas passagens bem empolgantes, não só durante as cenas pré-gravadas, mas também durante a ação, graças a um botão que agarra os inimigos os mata instantaneamente ou os coloca como escudos humanos, colocando alguma dinâmica nos combates. E assim, aos trancos e barrancos, o jogo eventualmente irá empurrá-lo até o final - claro que se você for amante dos jogos de tiro, será seduzido mais rapidamente.

No calor da batalha

Nos aspectos técnicos, “Turning Point” também tem seus altos e baixos. O grande ponto positivo é a recriação da época, com a cidade de Nova York (ou pelo menos seus grandes marcos) feita de maneira detalhada. Os modelos de personagens, veículos e armas também tem visuais bastante ricos e que, aliados aos efeitos sonoros imponentes, conseguem dar uma ótima sensação de envolvimento durante a aventura. Esses elementos, em momentos repletos de explosões e escombros voando pelos ares, com certeza criam certa empolgação.

O que arranha a apresentação técnica são os constantes momentos de lentidão, quando há muitos personagens na tela. Há ainda outros problemas, como texturas que demoram a aparecer ou alguns problemas de colisão que fazem com que a imersão não seja tão completa quanto poderia, afinal, outros jogos já apresentaram gráficos mais vistosos sem tanta dificuldade.

Para os fãs do gênero, essas questões técnicas não devem pesar tanto quanto a falta de outras opções de jogo. Além da campanha principal, há somente um modo de extras com galerias a serem habilitadas e um multiplayer extremamente pobre, com o mata-mata padrão e nenhum outro tipo de novidade, que não suporta comparação com a maioria dos concorrentes atualmente no mercado.



Fonte: http://www.detonado.org/analise-pc/anal ... berty.html