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Analise PC: The Witcher

Um garoto foi treinado para ser um caçador de monstros, acompanhem a análise.

Decisões importantes

O que logo chama a atenção em “The Witcher” é sua falta de amarras no que diz respeito a uma linha narrativa. Ele abre com um vídeo que não diz muita coisa, apenas para apresentar Geralt, o tal Witcher, um caçador de monstros que foi treinado para tal tarefa desde pequeno e, para isto, teve que abandonar parte de sua humanidade.


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Assim como o protagonista, o universo do jogo não mostra uma linha bem definida entre o bem e o mal. Não há necessariamente heróis e vilões, um lado negro como em “Knights of the Old Republic”, por exemplo. Geralt começa com a memória apagada e aos poucos vai traçando seu caminho, de acordo com suas escolhas, e no fim vai ver onde isto vai dar - pois, claro, tudo tem conseqüências, e algumas podem acabar em tragédias, mesmo que aparentemente não tão imediatas.

Apesar do tradicional universo de criaturas míticas européias, como elfos e goblins, ser bem batido, como não há uma barreira bem definida entre facções do bem ou do mal, tudo é bastante livre e Geralt tem aí sua chance de brilhar.

Combate diferente

O sistema de combate de “The Witcher” é parecido com o de muitos RPGs do mercado, mas também tem alguns toques bem originais. A princípio ele é bem insólito: você ataca ao clicar no inimigo e precisa esperar até que a animação do seu ataque acabe e apareça um novo ícone na tela para emendar outro golpe. Não é uma das coisas mais intuitivas do mundo, mas rapidamente você consegue pegar o jeito e ainda desferir alguns combos e movimentos finalizadores bem violentos.

Há ainda a necessidade de trocar de posição de ataque, de acordo com o tipo de inimigo a ser enfrentado, como aqueles com armaduras pesadas ou os que têm ataques mais rápidos. A coisa só complica um pouco quando é necessário enfrentar vários oponentes ao mesmo tempo, pois este sistema nunca parece ser dinâmico o suficiente, mas não chega a ser frustrante, principalmente quando seu poder de fogo ficar maior.

Há também muitas opções para personalizar Geralt. Quem já jogou “Diablo” ou qualquer outro RPG de computador está familiarizado com a tela de inventário, que conta com uma série de lacunas para equipamentos, poções especiais e árvores com atributos e habilidades que garantem poderes ao caçador de monstros. As poções, em especial, são um aspecto muito importante no jogo, uma vez que garantem bônus fundamentais para o sucesso de Geralt nas dificuldades maiores, e elas podem ser criadas através da coleta de materiais pelo mundo.

Rodando macio

“The Witcher” utiliza uma versão bem recente e otimizada do motor gráfico Aurora, que não faz feio. A abertura, infelizmente, dá a impressão errada, como se fosse um trabalho mal feito da Blizzard, mas ao explorar melhor o conteúdo é possível notar que ele é rico em detalhes gráficos, principalmente em texturas e efeitos de luz, e não é muito pesado em uma máquina de médio porte.

Há alguns problemas de colisão chatos, como se os personagens flutuassem em algumas ocasiões, e ainda bugs mais sérios, como congelamento de tela, que são em boa parte solucionados com a instalação de atualizações. Assim, tecnicamente, o ponto fraco do jogo cai nas costas do áudio, que não traz nada de empolgante, além de contar com um trabalho de dublagem fraco e algumas legendas com erros de digitação.




Fonte: http://www.detonado.org/analise-pc/anal ... tcher.html