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Análise PC: Spider-Man: Web of Shadows

O homem-aranha em mais uma incrível aventura, acompanhem a análise.

“Spider-Man: Web of Shadows” chega com a promessa de redimir a Activision justamente do fracasso do game do ano passado, tentando retomar os elementos de exploração livre e combate aéreo que fizeram o sucesso da franquia estrelada pelo herói aracnídeo. Nada muito pretensioso ou revolucionário, basicamente aumentando a escala dos combates e apresentando algumas ameaças novas ao jogador e, talvez por isso, acabe funcionando.

Invasão de simbiontes


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Aqueles que acompanharam os trailers do jogo pela internet irão logo reconhecer o começo da aventura, que mostra o herói cabisbaixo em meio a uma grande batalha que toma a ilha de Manhattan, entre agentes da S.H.I.E.L.D. e civis enraivecidos dominados por simbiontes criados por Venom. A partir daí, temos uma breve recapitulação que mostra como tal cenário de caos se originou, em paralelo a eventos mais corriqueiros do submundo do crime do universo da Marvel.

O Aranha, além de sua tradicional roupa azul e vermelha, também ganha de volta seu uniforme negro em um combate contra seu arquiinimigo, o que lhe garante força maior e alguns truques extras, cabendo ao jogador trocar a qualquer momento para tirar melhor proveito das situações. Logo, ele também passa a espalhar casulos pela cidade que começam a dominar civis e até mesmo algumas figuras importantes do universo Marvel. Isto acaba impondo algumas escolhas morais no decorrer da aventura que podem mantê-lo no caminho do bem ou levá-lo para o mal, com algumas conseqüências devastadoras em alguns dos vários finais. No meio disso tudo, espere encontrar, enfrentar ou mesmo contar com a ajuda de figuras como Wolverine, Luke Cage, Viúva Negra, Cavaleiro da Lua, Rino, Abutre e o Dr. Octopus.

Pena que, com tanta coisa acontecendo, a narrativa acabe se apresentando de forma tão rasa e desleixada, provando ser o ponto mais fraco do game. Qualquer fã dos quadrinhos ficará de cabelos em pé ao notar que Mary Jane grita, estando próximo ao Aranha, o nome de Peter no meio da rua para que todos possam ouvir, enquanto o herói não parece ter a menor hesitação ao arremessar veículos com civis dentro contra inimigos super poderosos.

E não é apenas uma questão de fidelidade à fonte; o roteiro é extremamente pobre, que nunca faz questão de explicar direito as coisas e ainda conta com alguns diálogos lastimáveis - tornados ainda piores pela dublagem, de gosto duvidoso, que dá ao protagonista uma voz irritante parecida com a de um garoto que acabou de entrar na puberdade.

Balançando pela cidade

O fraco roteiro se mostra ainda mais raso quando tenta justificar o esquema de missões do jogo. Geralmente você vai encontrar algum herói, que irá lhe ensinar alguma coisa e dar algo para fazer. Você vai salvar um número determinado de civis, lutar contra outra quantidade estipulada de inimigos, talvez ser obrigado a realizar algumas manobras mais complicadas, para depois ter que repetir tudo de novo até o final do jogo.

O estranho é que por menos inspirado e repetitivo que seja este esquema, não chega a ser enjoativo. Os controles são tão fáceis e intuitivos que se torna um grande prazer cruzar as cidades dando piruetas ou grandes saltos para a morte, parando ocasionalmente para socar alguns malfeitores. Dá para ficar muito tempo fazendo isso, sem grandes ambições ou preocupações, apenas em busca de itens para aumentar o nível do herói (ganhando mais energia) e meios para ganhar experiência e habilitar golpes e combos - estes, aliás, também muito simples, realizados com apenas alguns botões.

É um caso em que a mecânica triunfa sobre todo o resto. Mesmo com o enredo batido, há muito com o que se divertir. As batalhas aéreas são especialmente empolgantes, uma vez que você pode emendar várias seqüências com poucos golpes e toques de botão. Neste aspecto, “Spider-Man: Web of Shadows” consegue o feito que poucos jogos de super-heróis conseguem: o de fazer com que o jogador sinta que realmente tem poderes, mas ainda assim criar alguns desafios. Infelizmente isto não ocorre com tanta felicidade no Wii, que sofre muito com a imprecisão dos controles sensíveis, que faz com que às vezes não compreenda bem os comandos.

A câmera, que poderia ser um fator determinante, se mantém discreta. Totalmente livre, mesmo que se posicione de uma maneira errada, pode ser facilmente ajustada. O que deixa mesmo a desejar é a taxa de quadros de animação, que às vezes é um pouco inconstante demais, principalmente se levarmos em consideração que o jogo não é um dos mais belos e chamativos do mercado, se mantendo apenas na medida do aceitável para não criar distração negativa - e novamente a versão do Wii parece sofrer bem mais, uma vez que tem pretensões maiores do aparentemente seu hardware foi capaz de exibir.




Fonte: http://www.detonado.org/analise-pc/anal ... adows.html