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Análise PC: LEGO Indiana Jones: The Original Adventures

Entre nessa aventura com os bonecos do Lego, acompanhem a análise.

A trilogia clássica

“Os Caçadores da Arca Perdida”, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” e “Indiana Jones e a Última Cruzada” podem parecer jurássicos para parte do público atual, mas os jogadores mais calejados com certeza terão ótimas lembranças e se divertirão mais com as referências e o bom humor da série.


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O jogo começa com as seqüências iniciais de “Caçadores”, apresentando Indy e seu ajudante Satipo em busca de um ídolo de ouro nas florestas da América Central. O herói, na clássica cena em que substitui a estátua por um saco com terra, aqui utiliza uma peça de plástico como estepe. Não precisa dizer que a estratégia também não dá certo e eles são obrigados a correr feito loucos - inclusive da gigantesca bola de pedra - até que são cercados pelo rival do protagonista, Belloq, e seus homens. Indiana bem que tenta entregar a cabeça do robô C-3PO para o vilão, em vez do artefato de ouro, mas isto também falha e ele precisa fugir ao lado de seu amigo piloto até um avião e partir dali.

É uma fase inicial bem simples, que serve como uma ótima demonstração do que vem a seguir. Ali você vê como será necessário trocar de personagens a qualquer momento, para utilizar suas habilidades únicas, como pular mais alto, cavar ou passar por passagens apertadas. Também fica conhecendo o estilo do humor, que faz piada em cima de situações clássicas da franquia e ainda arruma tempo para buscar referências em outras fontes. E vê, além de tudo mais, como há pecinhas a serem colecionadas e itens a serem montados, deixando aquele tipo de jogador mais perfeccionista em pânico.

Mais do mesmo

Se você já jogou “LEGO Star Wars” conhece bem o esquema. Depois da fase inicial, você pode visitar o Bartlett College, que a exemplo da Mos Eisley Cantina, na saga espacial, funciona como o ponto central do jogo - ali você pode escolher entre as campanhas dos três filmes na ordem que quiser explorar, pode rever vídeos, criar seus próprios personagens, entre outras coisas.

Não houve nenhuma grande inovação e este pode ser considerado o ponto fraco do game. O que parece é que desta vez houve um foco maior na exploração dos cenários e na interação entre os personagens. Em vez de enfrentar muitos inimigos, você ficará mais preocupado em descobrir quem é o indicado para tal situação e onde deve pular ou que botão deve apertar para chegar até o final da fase - além habilidades distintas, alguns personagens, por exemplo, têm medo de cobras ou aranhas, e não podem ser usados diante destes animais. Continua a ser divertido, mas é apenas uma pequena mudança na mecânica, e não uma evolução da idéia.

Mas não dá pra reclamar muito. “LEGO Indiana Jones” é tão bacana que você nem se preocupa se ele está repetindo fórmulas. Você pode se juntar a algum amigo a qualquer momento e sair coletando milhares de pecinhas pelos cenários, usadas para habilitar dezenas de personagens e outras surpresas. É uma ação tão leve e empolgante que você nem vê o tempo passar, o que melhora com a variedade dos cenários e da progressão de dificuldade em certos enigmas e trechos de plataforma.

Como o design não pede grandes efeitos, a apresentação é bastante satisfatória e cresce bastante com a genial trilha sonora criada pelo maestro John Williams, incluindo, claro, o tema do herói. Ele e seus companheiros, aliás, foram modelados de uma maneira bastante engraçada, como caricaturas de suas contrapartes de carne e osso, e roubam a cena, ainda mais devido à simplicidade de alguns cenários, que contam com algumas texturas bem pobres e sem vida.

Há também ocasionais problemas de “tearing”, que é aquele efeito dá a impressão de haver um corte na tela devido à lentidão na atualização do vídeo, e alguns ângulos de câmera que atrapalham pulos mais arriscados. Mas o ponto que mais incomoda é a falta de algum componente online para aumentar a vida útil do jogo, que sobrevive apenas do modo free play, esperando que você volte por todas as fases para pegar todos os itens deixados para trás.




Fonte: http://www.detonado.org/analise-pc/anal ... tures.html