•  
     

Adobe Reader é a porta de entrada dos hackers

Segundo um relatório da empresa Scansafe, que analisa o tráfego da web, 80% de todos os códigos maliciosos hospedados em sites web que tentavam explorar brechas nos internautas tinham como "canal de entrada" alguma versão do Reader, o leitor de PDFs da Adobe.

O número é referente aos "exploits", como são chamados os códigos que exploram vulnerabilidades. Na web, os exploits normalmente vêm em kits, que tentam explorar brechas não apenas nos navegadores, mas também em todos os plugins, como Flash, PDF e reprodutores de mídia.

A marca de 80% se refere ao último trimestre de 2009 e representa um aumento significativo em relação ao número de 56% encontrado no primeiro trimestre. O número de tentativas de exploração de brechas no Adobe Flash, em contrapartida, caiu de 40% no início do ano para 18% no final.

Apenas 1% dos códigos maliciosos na web tentava explorar brechas no Word e no Excel.

A Scansafe também constatou que 45% dos códigos maliciosos eram acessados por meio "iframes". “Iframe” é o nome de um código que carrega um site dentro de outro. Códigos iframes são normalmente usados quando o site foi invadido, ou seja, quando o site infectado foi, na verdade, alterado por hackers.

Fonte : G1