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A revolução digital e a TV

Continuando a série sobre o impacto dos computadores e principalmente da internet, nesse post veremos o quanto está sendo afetada a TV e como deverá ser o seu funcionamento daqui pra frente.

O gráfico mostrado no post sobre a revolução digital e os jornais mostrou a comparação das principais fontes de notícias, onde a TV vem caindo junto com os jornais tradicionais e a Internet aparece num forte crescimento. Outra pesquisa, citada por Silvio Meira, mostra que em 2008 a Internet passou a estar empatado com a TV como principal fonte de notícias dentre os jovens de 18 a 29 anos.


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Essa geração que já nasceu conectada e está acostuma a passar horas navegando na rede, passa a não dar mais tanta importância a TV tradicional. O principal motivo da falta de interesse é o modelo estático de programação, onde o usuário é refém dos horários e atrações oferecidas pelas emissoras. Outro ponto é a falta de interatividade, não é possível compartilhar comentários, comprar produtos que estão passando ou ver algum conteúdo relacionado ao que está passando.
Por outro lado a Internet se mostra um meio flexível e interativo, onde podemos criar a nossa própria programação, assistindo apenas o que nos interessa na hora que queremos. Outro ponto que atraiu as pessoas a utilizarem a Internet foi a popularização da banda larga, que por aqui não anda tão larga, possibilitando a visualização de vídeos e conteúdo multimídia em geral.

Percebendo esse crescimento da popularidade da Internet e da perda de mercado, as emissoras começam a mudar o seu modelo e o sistema de TV começa a dar as seus primeiros passos a caminho da TV digital. A própria Globo vem mudando ao longo do tempo, disponibilizando cada vez mais conteúdo através da Internet e maneiras do telespectador interagir com a programação através da rede. Votações do BBB, vídeos dos gols da rodada, receitas, notícias completas, tudo isso já é possível encontrar através do portal da emissora. A novela Caminho das Índias também promete inovar no quesito de distribuição de conteúdo através da rede, como mostrado na matéria da Globo, que diz : "Os 50 milhões de internautas brasileiros poderão encontrar informações sobre a novela das oito nos blogs de Glória Perez, nos sites oficiais e em vários canais colaborativos como Youtube, Twitter, Flickr, Facebook, Digg, Last Fm, MySpace e Orkut. A ideia é manter redes de relacionamento digitais com os internautas interessados na novela de Glória Perez."

Quanto a TV digital, pelas bandas de cá não há muito do que se falar de bom, a tecnologia começou em alguns lugares mas não está andando no ritmo que deveria de expansão. Pelas bandas do Tio Sam, o término da implantação será em Fevereiro de 2009. Segundo o IDG now, em janeiro de 2008 já havia 50% das casas com TV digital, com a previsão de que em Fevereiro de 2009 a grande maioria possuísse pelo menos o conversor para a nova tecnologia.

Diferente dos jornais tradicionais, o problema da TV não está no modelo de negócio e sim na maneira como é distribuído o conteúdo para os telespectadores, que no modelo tradicional apenas assistem ao conteúdo de forma passiva. Caso continue nesse modelo(o que eu não acredito), a flexibilidade e interação da Internet irão ultrapassar a popularidade da televisão quando houver uma queda de custo de acesso a computadores e do serviço de acesso a rede.


Fonte: http://www.inovacaoenegocios.com/search/label/web