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A partir do sobrenatural

A partir do momento em que o ser humano passou a acreditar num sobrenatural e desenvolveu a crença em poderes superiores que deveriam ser de alguma forma agradados (ou nem tão gentilmente persuadidos, depende do ponto de vista), percebe-se também o surgimento de preocupações com a morte. Os vestígios mais antigos de sepultamentos envolvendo ritos funerários podem ser encontrados ainda na pré-história: tumbas rasas, delimitadas por circulas de pedras. Em alguns sítios foram encontradas evidências de queima de ervas aromáticas e oferendas vegetais e animais.

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O além, especialmente a vida nele, é uma constante na história da humanidade. Egípcios, chineses, árabes, persas, babilônios, indígenas americanos, incas… cada povo foi desenvolvendo crenças e ritos próprios, alguns mais, outros menos famosos. E alguns esquisitos também, diga-se de passagem. Bem ou mal, no entanto, as tradições funerárias que nós herdamos são essencialmente cristãs, com algumas pontuações greco-romanas - o que vai explicar boa parte do que é chamado de Arte Cemiterial ou Arte Tumularia.
Ao contrário do que as mentes mais fechadas podem considerar este tipo de arte não tem nada a ver com o oculto/obscuro/sombrio/demoníaco; se assim for, então todos os historiadores que estudam arte cemiterial no mundo vão todos queimar no inferno! Não só no Brasil, este tipo de arte é profundamente valorizado e admirado. Em todo o mundo há grupos de estudiosos que se dedicam a analisar os aspectos técnicos, artísticos, históricos e semióticos dos túmulos em várias culturas.



Fonte: http://jornale.com.br/wicca/?p=604