•  
     

A Internet Elétrica

A internet elétrica era uma utopia, que agora torna-se uma realidade. Já estão sendo feitos alguns testes na cidade de São Paulo em alguns Bairros, para verificar se o serviço é viável e se apresenta falhas e a resposta dessa questão e muitas outras você acompanha a seguir
internet_eletrica.jpg
internet_eletrica.jpg (10.87 KiB) Visto 110 vezes


Entrevista com Teresa Vernaglia da Eletropaulo Telecom

Site: Como a Banda Larga por rede elétrica vem sendo testada?

Teresa: Iniciamos os testes em 20 prédios da regão de Moema, em São Paulo, em novembro de 2007. Na fase seguinte, ampliamos a cobertura para 300 prédios, com 15 mil domicílios, em mias dois bairros: Cerqueira Cesar e Pinheiros. São regiões atendidas principalmente por ADSL e cable modem e com usuários bem críticos.

Site: Quantos usuários você tem hoje?

Teresa: São mais de 150 apartamentos, todos residenciais. Eles não pagam pelo serviço, e estão nos ajudando a avaliar a tecnologia na vida real, para que a gente possa ter certeza, por exemplo, que o modem funciona em qualquer tomada.

Site: O uso de banda larga na rede elétrica trará aumento na conta de luz?

Teresa: Não, só o que consome energia é o modem. O fato de os dados esatarem passando pela rede elétrica não afeta o consumo de energia. Eles simplesmente usam a mesma rede.

Site: Houve casos de interferência na transmissão de daos quando alguém liga um secador de cabelos ou um liquidificador, por exemplo?

Teresa: Avaliar a performance do serviço no ambiente real foi justamente um dos objetivos dos testes. Observamos que existem situações em que um ou outro eletrodoméstico influencia na performance. Mas, quando isso acontece, existe um filtro que é colocado na tomada que elimina a interferência.

Site: Quando começará a oferta comercial da banda larga por rede elétrica:

Teresa: Estamos conversando com várias operadoras e acreditamos que essa solução estará sendo vendida no primeiro trimestre desse ano.

Site: Tecnicamente como funciona o BPL:

Teresa: Os dados vêem pela rede fibra óptica e, ao chegar embaixo de um transformador, passam por um gateway, que modula o sinal óptico e injeta na rede elétrica de baixa tensão. Cada transformador alimenta um grupo de residências ou prédios. No edifício, o sinal é transferido para a rede elétrica, de forma que todas as tomadas de todos os aprtamentos passam a ter esse sinal disponível.Com o modem que fica.

Site: Qual a velocidade oferecida hoje?

Teresa: O gateway tem capacidade de 100 Mbps. Mas, na prestação do serviço, a velocidade real que chega no prédio é de 80 Mbps, que são compartilhados. Conforme a demanda aumenta, é possível ir acrescentando gateways para ampliar essa velocidade

Site: O modem já vai configurado com a velocidade contratada?

Teresa: Sim, o usuário contrata o serviço da operadora, que será nosso cliente, especificando a velocidade desejada e nosso técnico configura o modem. Se for 5Mbps, por exemplo, aquele modem passa a ter a velocidade em qualquer lugar que o usuário vá, seja quando muda de quarto, ou quando vai à casa de um amigo no mesmo prédio. é só levar o modem, espetar na tomada e usar: onde houver cobertura BPL a portabilidade está garantida.

Site: Quem paga a conta?

Teresa: A conta é o dono do modem que paga. é como no celular: quando o usuário faz uma ligação, e passa pela estação radiobase, é feita uma verificação do número de celular e do que ele pode fazer

Site: Qual o preço da banda larga para o consumidor?

Teresa: A nossapremissa é que o preço seja compat´vel com o que já existe no mercado. A operadora que vender um serviço baseado nessa infra-estrutura, por exemplo, não precisará agendar uma visita do técnico à casa do usuário, uma vez que o acesso não exige, nenhum tipo de configuração. O usuário só precisa colocar o modem na tomada e ligar o cabo ethernet na placa de rede do micro.







Fonte: http://www.redescomputadores.com/intern ... trica.html