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A falsa Anastásia


Quando foi descoberta por russos monarquistas exilados na Alemanha, Anna estava muito doente e muita gente se dispôs a ajudá-la. É difícil saber, nesta história, quem agiu por puro idealismo, por desejo de justiça. A maioria ajudou a jovem por interesse. Alguns membros da família imperial chegaram a reconhecê-la como Anastásia, mas depois desmentiram o fato, o mesmo aconteceu com professores e serviçais. Somente poucos sustentaram até o fim suas opiniões iniciais. Algumas, como o antigo professor dos filhos do czar, Pirre Gilliard, escreveu um livro chamado “A falsa Anasatasia”, no que tentava desmascarar completamente Anna Anderson/Anastásia Romanov. Até hoje não se sabe, e será quase impossível saber com certeza, se Anna Anderson era ou não a filha do czar, mas uma coisa é certa: como ela podia saber de fatos secretos que somente membros da família imperial ou altos funcionários da corte poderiam ter conhecimento? O que Anna Anderson sabia era muito mais do que uma pessoa comum poderia saber sobre a família imperial, inclusive segredos de estado. Isso é, sem dúvida, um mistério. Por exemplo: a czarina, mãe de Anastásia era alemã. Durante a primeira guerra mundial, o fato não foi esquecido na Rússia. A propaganda revolucionária a chamava de espiã alemã, o que não era absolutamente verdade. A czarina era completamente fiel ao czar e à Rússia. Durante a guerra, o irmão da czarina, O grão-duque Ernst de Darmstadt, foi à Rússia tentar uma paz em separado da Alemanha com a Rússia. Esta foi uma viagem secreta, que só os serviços secretos dos dois países e seus altos dignitários tiveram conhecimento. Nos anos vinte e trinta, com o fim da guerra e a mudança da política, seria inadmissível que qualquer membro da nobreza, político ou mesmo um alemão comum confessasse que estivera na Rússia durante a guerra. Quem o fizesse seria acusado de traição. No entanto, na maior inocência, ao ser mostrada a Anna uma foto do duque Ernst, ela não só o reconheceu como também afirmou tê-lo visto no palácio imperial numa visita durante a guerra. O duque ficou furioso, negou tal afirmação e também se recusou a reconhecer Anna como Anastásia, alegando que os filhos de sua irmã estavam mortos e que Anna era uma impostora. O duque estava salvando seu pescoço e sua reputação, pois não podia admitir publicamente que estivera na Rússia durante a guerra. Aquela aparente sobrinha Anastásia estava lhe saindo um verdadeiro pesadelo. Que seria se alguém acreditasse nela? No entanto, Anna Anderson passou a vida afirmando ser Anastásia. Há alguns anos, foi feito um exame de DNA com seus cabelos, que estavam num livro de seu marido americano mr.Manahan, também falecido, e afirmou-se que Anna não era Anastásia. Mas… Será mesmo? Nenhum exame é cem por cento certo e quem garante que os cabelos eram mesmo de Anna? Afinal, nunca se saberá realmente. Pode ser que ela não fosse mesmo à grã-duquesa Anastásia. Mas se não era ela, como se explica tantos conhecimentos que só poderiam ser de pessoas ligadas à família Romanov ou dos próprios Romanovs? Enfim, é um mistério que talvez nunca seja desvendado
Ana Anderson em 1926 Anastásia em 1917

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Fonte: http://jornale.com.br/wicca/?p=2002