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A Bruxa dos Bells

A Bruxa dos Bells

Trata-se do único caso documentado da morte de um ser humano por um fantasma nos Estados Unidos além de ser o caso mais famoso do país.



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Retrato feito em 1894 da residência dos Bells.
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Na primavera de 1817 John Bell mudou-se com a sua família para o estado americano do Tenesse. John, sua esposa Lucy e seus 3 filhos tiveram uma vida normal nos primeiros meses na nova casa. Os Bells começaram então a ouvir sons e tremores em sua propriedade. O mais incrível é que só acontecia ao redor da casa e durou semanas. Uma noite, seu filho Richard relata que um barulho tomou conta de seu quarto. Era impossível dormir anetes das 3 horas da manhã, quando o barulho parava.

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Casa dos Bells atualmente
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Os ataques com o tempo foram ficando cada vez mais violentos de forma que os Bells que antes guardavam segredo sobre o assunto tiveram que pedir ajuda. O relioso James Johnston foi o primeiro a tentar expulsar o fantasma. Com a ajuda de sua bíblia ele interrogava o fantasma em busca de respostas. Até um futuro presidente americano Andrew Jackson foi em 1819 observar os fenômenos. O fantasma pareceu ficar mais ativo e era ouvido rindo por toda a casa. A vizinhança descobriu o caso e começou a chamar a coisa de a Bruxa dos Bells.

Segundo testemunhas, a bruxa jurou atormentar John Bell até sua morte, que ocorreu devido um enorme engano. Um frasco que continha seu remédio foi trocado por um veneno mortal. O médido foi chamado para investigar e seu veredito foi envenenamento acidental. Logo este engano foi atribído a bruxa dos Bells. A bruxa até no velório de John atormentou as pessoas, rindo de modo a ser ouvida por todos.

Na antiga propriedade do Bells existe uma caverna. Os atuais donos relatam que acontecem eventos muito estranhos nesta caverna. Seria hoje a caverna o local onde a Bruxa dos Bells?

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Proprietária das terra dos Bells afirma que na caverna da propriedade existem coisas estranhas acontecendo. Seria a Bruxa dos Bells?

Para alguns a Kate Batts, uma excêntrica vizinha dos Bells, que disputava terras com John Bell foi quem jogou a maldição que matou John.

A Bruxa dos Bells é uma das histórias de fantasma mais conhecida dos Estados Únidos e em 2006 este famoso caso americano virou filme mais uma vez, com o título de "Maldição" (An American Hauting), dirigido por Courtney Solomon.

Fonte: http://www.sobrenatural.org/materia/det ... dos_bells/
 
[size=150][color=#FF0000]O Caso Poltergeist dos Bell [/color][/size]

por José María Feola



[size=150]RESUMO


Entre os anos 1817 e 1821, John Bell e sua família foram vítimas de uma poderosa entidade que desde então foi chamada "A Bruxa (ou Espírito) dos Bell." Os fenômenos tiveram lugar principalmente na casa dos Bells, em Tenessee (USA), mas também tiveram lugar fenômenos psi a longa distância, de extraordinário interesse. O caso é talvez único na história dos fenômenos psíquicos. Voz direta, capaz de imitar a oratória de várias pessoas, aportes (incluído o veneno que eventualmente matou a John Bell), surras com e sem paus ou outros objetos, uma força que paralisou a quatro cavalos poderosos, clarividência e telepatia a curta e longa distância, são só uns poucos dos fenômenos produzidos por uma entidade desencarnada sem que tivesse um médium conhecido presente. O autor considera um grande erro gastar enormes somas de dinheiro em projetos científicos em física, química e biologia, com os quais tratam de resolver problemas materiais de nosso mundo, e quase nada em estudos parapsicológicos que podem ajudar a compreender a natureza do homem e sua possível sobrevivência depois da morte.



O caso da bruxa, ou Espírito dos Bell de Tennessee é de extraordinário interesse para quem se interessa em efeitos físicos inexplicáveis, sejam eles causados por intermédio da mediunidade, ou poltergeist, ou em experimentos de tipo "sessão."



Não é minha intenção escrever um estudo exaustivo deste caso, senão simplesmente analisar o que sucedeu em Robertson County, Tennessee, entre John Bell, sua família e uma entidade poderosa conhecida como a Bruxa ou Espírito dos Bell. Os fenômenos tiveram lugar nos anos 1817 e 1821, num espaço regular anunciado pelo Espírito, sete anos depois, em março de 1828.



A Bruxa-Espírito possuía qualidades humanas em seus sentimentos. Tinha um ódio profundo por John Bell, que acabou por morrer, provavelmente como resultado das ações da Bruxa. Interferiu no casamento de Betsy (a filha de John) com Joshua Gardner. Ao mesmo tempo, a Bruxa expressou grande carinho, amor e respeito pela senhora de John Bell, Lucy, a quem o Espírito sempre chamou Luz. As razões pelas quais o Espírito odiava a John Bell e sua oposição pelo casamento de Betsy com Joshua nunca se souberam. Seu amor e afeto a Luz eram talvez, mais fáceis de entender, porquanto Lucy nunca antagonizou ao Espírito e sempre falou com ela amavelmente e de bom coração. No entanto, parecia ter um reconhecimento por parte do Espírito de uma alma mais desenvolvida no corpo de Lucy.



O Espírito disse a verdade em todos os casos. Sempre disse que ia castigar e matar a John Bell, e que ninguém seria capaz de evitá-lo. Disse que Betsy teria que abandonar a idéia de casar-se com Joshua Gardner ou sofrer as conseqüências. Betsy se convenceu finalmente que este era o melhor caminho. O Espírito foi sempre consistente em seu amor e atendimentos para com Luz, em seu respeito por certos membros da familiar e em sua falta de respeito por aqueles que pretenderam saber como livrar-se dela e a quem castigou e aterrorizou até que escaparam da casa dos Bell.



Os acontecimentos começaram entre doze e quinze anos depois que os Bell chegaram a Tennessee. A família estava bem estabelecida e gozando da feliz vida do campo na época. Dois dos filhos, Drewry e Betsy, viram "estranhas criaturas das quais não puderam dar explicação." Seguindo estas aparições, Betsy viu o que pensou ser uma mulher caminhando ao redor da via. A aparição desapareceu depois que Betsy lhe falou. Cedo a família começou a escutar estranhos ruídos na casa como se alguém golpeasse nas portas e janelas, também como asas batendo contra os telhados. A causa dos ruídos não pôde ser encontrada.



Os ruídos se fizeram mais fortes na casa. "Os sons nos dormitórios pareciam como se as camas fossem separadas de repente e violentamente, ao qual se agregavam os rosnados de cachorros brigando enquanto estavam acorrentados juntos, fazendo um ruído ensurdecedor e excitante." Os ruídos cessavam quando se acendiam as luzes. Tudo estava em ordem, os móveis intactos. Charles Bailey Bell, M.D. escreveu: "Estas leves demonstrações continuaram por um ano ou mais, crescendo até que a casa tremia como numa tormenta e os ruídos se escutavam a uma distância considerável."



Por então, John Bell desenvolveu uma doença que afetou sua língua e os músculos de suas mandíbulas, tinha dificuldade em mastigar e engolir. Ainda que estes problemas fossem atribuídos ao Espírito, eles podam ser causados pelo próprio sistema nervoso de Mr. Bell. Ele então pensou que era hora de procurar ajuda entre seus melhores amigos, quem quiçá pudessem ajudá-lo a resolver seus problemas. Um deles, James Johnston, foi chamado para passar a noite na casa. Johnston e sua esposa responderam ao chamado, Mr. Johnston, "bem conhecido por sua coragem e cristandade, leu um capítulo da Bíblia e rezou por seus amigos, depois do qual ele e sua esposa se retiraram a seu quarto, contíguo à de Betsy. Imediatamente depois, "ruídos jamais ouvidos, antes começaram piores que nunca, invadindo o quarto dos Johnston; os cobertores foram tiradas violentamente da cama, ao mesmo tempo em que risos em tom de mofa se escutavam fortemente, causando pânico no casal Johnston. Todas as perguntas e demandas de explicação ficaram sem resposta, exceto pelas ruidosas risadas."



Seguindo o conselho de Mr. Johston, um seleto número de bons amigos de Mr. Bell vieram ajudá-lo, tratando de induzir ao Espírito a que dissesse qual era o significado de sua presença e a deixar à família em paz desse momento em adiante, amigos e visitantes estiveram presentes na casa quase todo momento até que o Espírito se foi. Os fenômenos que se descrevem a seguir foram presenciados por muitas testemunhas de coragem e bem conhecidos por sua honestidade.



A seguinte passagem na narrativa do Dr.C.B.Bell persiste em minha memória e continua assombrando-me. "Depois de várias noites (depois da visita dos Johston) o Espírito começou a falar voluntariamente pela primeira vez, como em sussurros. A primeira palestra real foi uma repetição da prece e canção de Mr. Johnston durante a primeira noite em casa dos Bell. A imitação foi tão exata, tanto na repetição como no som da voz, que se disse que não se podia distinguir da voz de Mr.Johnston. Isto adiciona pelo menos dois mistérios às habilidades deste espírito, como podia recordar perfeitamente e como podia dizê-lo de maneira que não se podia distinguir da manifestação real de Mr.Johnston? O Espírito se apoderou do lar dos Bell e jogou de hóspede dos vizinhos e gente dos arredores que vinham atraídos pela crescente fama e reputação do espírito.



Assumindo um caráter piedoso, encantava-lhe falar de religião e citar as Escrituras com absoluta precisão, nenhum pastor visitante podia argumentar com sucesso com o Espírito, quem com freqüência corrigia as interpretações do significado das Escrituras, e às vezes as diferenças entre várias traduções, indicando as que pensava eram corretas. Quanto a cantar, o Espírito cantava canções que nunca tinham sido escutadas e que os presentes não esqueceram nunca. O Espírito começou a observar todos os acontecimentos que ocorriam na comunidade. "Nada podia dizer-se nem fazer-se que o Espírito não soubesse e contasse de maneira que todo mundo se inteirasse por todos os arredores. Com semelhante espionagem a comunidade se converteu rapidamente num modelo em tudo o que concerne a bons cidadãos. O Espírito podia também ler os pensamentos diabólicos de alguns visitantes dos Bell.



Para esse então vinham gentes que viajavam centenas de milhas a cavalo ou em carretas cobertas para presenciar as façanhas do Espírito. Os Bells nunca cobraram nada pela comida ou por dormir na casa, sempre que tivesse lugar. Alguns traziam carpas e se ficavam tanto quanto o fosse necessário para satisfazer sua curiosidade. Os Bells nunca cessavam de perguntar ao Espírito o que significava sua presença e que era o que realmente queria. Ao fim deu uma resposta: "Sou um Espírito, faz muito era feliz, mas fui molestado." A voz era clara e foi entendida por todos os presentes." Agregou que permaneceria ali e continuaria inquietando a John Bell, até matá-lo. John foi castigado severamente com golpes e "outros métodos físicos." Alguns dos garotos também foram castigados torcendo-lhes o cabelo, ou esbofeteados, "deixando-lhes marcas vermelhas de dedos em suas caras."



Um domingo à noite, o Espírito repetiu o sermão do Reverendo James Gunn, pregado na Igreja Metodista de Bethel, com perfeita precisão e imitando a voz do Rev. Gunn tão bem que os presentes creram que era o Reverendo quem falava. Mister Gunn estava presente, bem como outro pastor, o Rev. Sugg Fort. Um dos presentes disse, "Irmão Fort, você tem a vantagem, seu sermão não foi escutado." O Espírito imediatamente repetiu o sermão e as preces em sua própria voz e exatas palavras, incluindo os hinos e outros detalhes ante a admiração de todos os presentes. Um visitante inglês, cujo nome não se menciona, vinha com o propósito, expressado somente a John (filho), de resolver o mistério. Durante seu estada, que se estendeu vários meses, o Espírito executou extraordinárias proezas que "deveriam satisfazer ao mais cético, dos poderes absolutamente sobrenaturais despregados."



Durante o tempo de seu estada na casa dos Bells, o Espírito manteve ao inglês informado das atividades em sua casa na Inglaterra. A informação transmitida pelo Espírito foi sempre corroborada nas cartas recebidas posteriormente. Às muitas demonstrações dadas pelo Espírito, agregou-se uma última. O Espírito perguntou ao cavalheiro que mensagem queria enviar a seu lar, algo que não tinha sucedido nunca. O inglês disse: "Conte-lhes que em minha opinião, nunca desde que o mundo foi criado, os homens viram nem ouvido as coisas maravilhosas de que eu fui testemunha nos últimos três meses." Três horas mais tarde, o Espírito regressou e, imitando as vozes do irmão e da mãe do cavaleiro, repetiu o que disseram depois de escutar ao Espírito falar. Então, imitando a voz da mãe, disse: "Diga-lhe que não se fique ali um dia mais; já viu e ouviu suficiente, e nós não queremos mais visitas como esta aqui." Depois de chegar de volta a seu lar, o cavaleiro escreveu a John dizendo que tudo o que tinha sido dito era correto.



Em várias oportunidades o Espírito despregou uma força tremenda. Um dos melhores amigos de John (filho), Frank Milles, era um dos homens mais fortes do lugar. Media 1,84 mts. de altura e pesava 113 kgs., e a força de suas mãos era tão grande que podia "quebrar os ossos de qualquer homem comum." A intenção de Frank era apanhar à Bruxa com suas mãos e destroçá-la. Para conseguir seu objetivo, Frank se ficava com freqüência a passar a noite na casa. Mr. Milles contou que em noites de muito frio, "todas as cobertas eram prontamente atiradas da cama; as cobertas que agarrava em suas mãos eram destroçadas, deixando-lhe nas mãos só pequenos bocados." Em duas oportunidades o colchão foi removido para debaixo de seu corpo, e sua cama empurrada ao outro lado do quarto. Frank não pôde agarrar ao Espírito, Mas disse que sentiu "os mais fortes golpes na cabeça e na cara que tinha experimentado em sua vida." O Espírito ria em todo momento, ao mesmo tempo em que dizia: "... seguramente ele é um homem forte, mas nada perigoso numa briga com um espírito."



Os escravos de John Bell tiveram vários encontros bem mais desagradáveis com o Espírito. Harry, um homem jovem, estava a cargo de acender os fogos pela manhã. Depois de várias manhãs de chegando tarde, se lhe disse que devia estar pronto mais cedo. No dia seguinte, chegou tarde de novo. Enquanto estava de joelhos tratando de fazer prender os carvões, "de repente bocados da madeira que usava começaram a golpeá-lo por todo o corpo; finalmente foi arrojado sobre uma cadeira e recebeu uma surra tão violenta que os golpes se ouviram por toda a casa." Enquanto era golpeado sem piedade, gritava e pedia que lhe perdoassem a vida. O Espírito finalmente parou e disse a Harry que se chegava tarde outra vez, ia-o a golpear até matá-lo e então o atiraria ao fogo. Harry não chegou tarde nunca mais.



O Espírito foi sempre amável com Mrs.Bell. Lucy e suas vizinhas participavam em estudos bíblicos, e em discussões de assuntos da Igreja. O Espírito "sempre tomava parte e quando se serviam refrigerantes, sempre trouxe frutas que não se sabiam de onde proviam, mas que caíam sobre a mesa ou nas saias com o convite a que as comessem.



O General Jackson, quem estava destinado a ser o sétimo presidente dos Estados Unidos (1829-1837), é nomeado nas memórias de Betsy sobre as façanhas do Espírito. O General conhecia a John (filho), e seguramente tinha ouvido a respeito dos acontecimentos na casa dos Bells. A data de seu encontro com o Espírito não é precisa. De minhas investigações sobre os movimentos do General Jackson em Tennessee, deduzo que a visita à casa de John Bell teve lugar em outubro-novembro de 1818. Miller diz, "anos depois de seu famoso duelo com Dickerson (sic) cerca de Adairville, Kentucky, o general Andrew Jackson percorreu um trecho da mesma rota em seu trajeto a Robertson County para satisfazer sua curiosidade a respeito do que havia ouvido da Bruxa dos Bell." A ele acompanharam vários ginetes e um carro pequeno com quatro cavalos, cheio de provisões e carpas, preparados para passar uma semana. Quando estavam a uns quinhentos metros da casa, e sobre um caminho plano, um membro do.grupo, expressou-se depreciativamente da Bruxa. Instantaneamente as rodas do carro se negaram a mover-se. O motorista gritava, acossava e dava chicotadas aos cavalos, mas os poderosos animais pareciam sem forças para mover as rodas. Depois de preocupar-se por vários minutos, uma voz metálica, cortante, se ouviu: "Muito bem, General, que o carro se mova. O verei de novo esta noite." E cumpriu a promessa.



A Bruxa atuou com todas suas forças, cantando, amaldiçoando, tirando as cobertas das camas, esbofeteando e beliscando à formosa Betsy Bell, até que chorava de dor. A figura de Jackson não fechou os olhos essa noite, e quando chegou a manhã, todos estavam prontos para ir-se a suas casas, sem sequer pensar em armar as carpas. Os amigos de Nashville, conhecendo as intenções do General por sua viagem, e sabendo de seu ceticismo a respeito da existência da assim chamada Bruxa se surpreenderam de vê-lo chegar tão cedo de regresso, e começaram a perguntar-lhe, que tinha visto ou ouvido na casa de John Bell. Ao qual o General contestou: "Pelo eterno, não vi nada, mas escutei suficiente para convencer-me de que prefiro brigar contra os ingleses antes que lidar com esse tormento que chamam a Bruxa dos Bell."



Nas memórias de Betsy, outros detalhes da visita do General Jackson foram descritos. Entre os acompanhantes de Jackson, tinha um homem que se dizia um real domador de bruxas, e pensava que nenhuma bruxa apareceria enquanto ele estivesse presente. Tinha carregado sua pistola com uma bala de prata com a qual esperava matar à Bruxa e começou a desafiá-la a que se fizesse presente. Como a Bruxa não aparecia, o General se sentia impaciente quando, de repente, o fanfarrão saltou de sua cadeira, a tempo de tomara parte traseira de suas calças e gritar: "Meninos estão fincando-me com mil agulhas." Uma voz lhe disse, "estou na tua frente, atira." O homem sacou sua pistola e tratou de dispará-la, mas a pistola não respondeu. Então o Espírito começou a bater em seu nariz tão fortemente, que ele pensou que o arrancaria. Saiu correndo a toda velocidade para a charrete, gritando constantemente, enquanto o General Jackson ria e dizia a John Bell que nunca tinha visto algo tão cômico e misterioso e que desejava ficar-se uma semana, ao qual o convidou, por suposto. John (filho) viu ao General Jackson várias vezes durante os anos que seguiram a sua visita, mas como era seu costume, nunca menciona a visita do General.



O ataque final a John Bell começou na manhã do dia 20 de outubro de 1820. Algo sucedeu enquanto John e seu filho Richard Williams estavam no pátio dos porcos, várias quadras da casa. Nos termos de John (filho), "quando regressaram à casa, ajudei a meu pai a pôr-se em cama; os cordões de seus sapatos estavam cortados, seus pés tinham cortes que sangravam, sua cara estava azul como se o tivessem golpeado, seus olhos estavam vermelhos e chorosos, como se tivesse recebido topadas em ambos olhos e ao redor da cabeça."



John Bell nunca se recuperou depois de semelhante castigo. Seus doutores receitaram remédios a respeito das quais o Espírito repetia que eram sem valor, e que John ia morrer e que ele era a causa de sua morte. Na manhã do 19 de dezembro, se o descobriu sem consciência. O doutor George Hopson, quem atendia a Mr. Bell, foi chamado e chegou em menos de duas horas. Quando John (filho) procurou os três remédios que tinha sido dando a seu pai, não os encontrou e em seu lugar achou uma garrafa escura que continha um líquido marrom que nenhum de nós tinha visto antes. Frank Miles, John Johnston e Alex Gunn olharam a garrafa atenciosamentee. Frank tinha visto todos os remédios que se tinham dado a Mr.Bell, e imediatamente disse: "A maldita Bruxa fez isto." Então se ouviu a voz do Espírito, dizendo com grande satisfação: "Que nunca se duvide. Eu o fiz." Agregou que tinha dado a John uma dose suficiente para matá-lo. Quando o Dr. Hopson chegou, disse que não sabia desta garrafa, e sugeriu tratá-la com um gato. Alex Gunn tomou um dos gatos, e mantendo sua boca aberta, fez que John (filho), fizesse-lhe engolir um pouco do remédio. O gato cedo começou a ter convulsões e morreu.



John Bell nunca recuperou sua consciência. O fim chegou na manhã do 20 de dezembro de 1820. "O Espírito falou como se se alegrasse da cena da morte de meu pai -declara John Bell (filho). Ria-se e cantava e nos disse que estaria no funeral, e então se calou." Antes de ir-se, o Espírito conversou várias vezes com John (filho) e deu outra demonstração de controle de forças materiais. Produziu impressões na neve que se ajustavam exatamente às velhas botas de John Bell. Uma noite, enquanto a família estava sentada ao redor do fogo depois do jantar, uma bola como as de canhão caiu pela chaminé e rodou pelo quarto explodindo como uma bomba de fumaça. O Espírito disse então: "Me vou, e estarei longe sete anos. Adeus a todos."



De acordo às memórias de John Bell (filho), o Espírito regressou em março de 1828, e sem nenhuns preliminares começou a falar com uma voz que ele reconheceu imediatamente. O Espírito deu longas palestras sobre problemas religiosos, filosóficos, e ainda políticos em relação com o futuro dos Estados Unidos. Estas palestras nunca se fizeram públicas.



CONCLUSÕES


Que temos que aprender de um exame do caso do Espírito dos Bell? Para contestar esta pergunta teríamos que examinar os achados experimentais e teóricos da investigação psicocinética (PK). O leitor interessado deve conferir a bibliografia ao final deste artigo. O caso da Bruxa-Espírito dos Bell não enquadra em nenhuma teoria. O Espírito demonstrou um controle absoluto da clarividência, telepatia e PK. Cada vez que vemos a exposição de grande força na produção de fenômenos físicos, perguntamo-nos de onde provem a energia necessária para produzi-los. O Espírito dos Bell deteve os cavalos do General Jackson, bateu a um homem poderoso e a vários escravos, produziu vozes diretas, fez aportes de comida e produziu o veneno para matar a John Bell. Como fez tudo isto? Em sua avaliação das teorias da PK, D.Scott Rogo concluiu:



"Penso que nunca entenderemos a PK se continuamos crendo que há só um tipo de PK comum a toda a vida biológica. Estou de acordo. Isto precisa estender-se à PK humana e a PK espiritual ou de guias. Segundo meus experimentos na Argentina e Estados Unidos, a energia ao alcance humano é limitada, enquanto espíritos têm acesso a energias sem limite. Quiçá uma das razões pelas quais a parapsicologia avança tão lentamente é que abandonou o estudo dos grandes fenômenos como a levitação, os aportes, os poltergeists, por experimentos de laboratório de tipo estatístico os quais somente repetem o que já sabemos de longo tempo. Devemos persistir. Devemos golpear as paredes de cientistas que não prestam atenção até que compreendam que um verdadeiro novo mundo está esperando ser descoberto e aberto para nossos filhos e netos, se pomos o mesmo esforço que usamos em física, biologia, ou química. A ciência só se preocupa das necessidades desta vida, deixando as preocupações de uma vida depois da morte à religião ou a metafísica. A única ciência que pode servir de ponte entre uma ciência materialista e a vida espiritual é a parapsicologia.



Quando ensinamos um curso introdutório de parapsicologia na Universidade de Minnesota, Minneápolis, provamos que é possível combinar o conhecimento e os métodos das ciências físicas com os fatos colecionados pelos parapsicólogos, historiadores de várias religiões, psicólogos, psiquiatras, e ainda físicos e matemáticos. Depois de ensinar a respeito destes notáveis fenômenos psíquicos ao mais alto nível científico e crítico por três anos, a Universidade nos negou apoio material, e nos vimos forçados a seguir outros caminhos.



Se uma máquina destinada a romper átomos em partes cada vez menores custa dez mil milhões de dólares, e se o desenvolvimento de um novo bombardeiro custa mais de setenta mil milhões de dólares, quanto deveríamos investir em projetos dirigidos a estabelecer a realidade do alma, da vida espiritual, ou dos fenômenos psíquicos? Eu diria que isto vale tudo o mais acima e ainda mais. Com os cem milhões de dólares que recentemente se pagaram por duas pinturas impressionistas, nós poderíamos fazer investigações que teriam real significado para a humanidade. Enquanto, laboratórios importantes na investigação parapsicológica, dirigidos pelos mais distintos pesquisadores que produzimos nos últimos trinta anos, estão fechando as portas por falta de fundos. Espero que todos aqueles leitores que estejam de acordo comigo alcem suas vozes, escrevam aos membros do Congresso, ao Presidente da República, às fundações, aos milionários, de maneira que podamos trabalhar nestas investigações que são realmente importantes e pertinentes para todos os seres humanos.



Carrington e Fodor (1953), Owen (1964), e Rogo (1979, 1980) assinalaram que Betsy Bell poderia ser a causa do poltergeist dos Bell. A razão para castigar e matar a John Bell seria abuso _____. Uma vingança continuada por tanto tempo é única. Se a intenção era matar a seu pai, Betsy poderia tê-lo fato muito mais rápido e sem a complicação de muitas testemunhas. A fraude é sempre uma possibilidade, mas isto teria requerido a colaboração de muitos cúmplices. Duvido que Betsy Bell tivesse pedido aos escravos que castigassem a si mesmos, e que o homem forte pretendesse que o Espírito o castigasse, e arrumar a pistola para que não disparasse, que o cocheiro do General Jackson fizesse deter aos cavalos apesar dos gritos e chicotadas, etc.



3082 Montavesta Road,

Lexington, KY 40502-2956

USA



REFERENCIAS


Bell, Ch.B. (1930). The Bell Witch: Mysterious Spirit. Nashville, TN: Charles Elder Publisher.



Miller, H.P. (1930). The Bell Witch of Middle Tennessee. Clarksville, TN: Leaf Chronicle Publishing.



James, M. (1938). The Life of Andrew Jackson. Indianapolis: The Bobbs-Merrill Co.



Krippner, S. (Ed. )(1977-1982). Advances in Parapsychological Research (Vol.1). New York, NY: Plenun Press.



Krippner, S. (Ed.) (1984-1987). Advances in Parapsychological Research. (Vol.3-5). Jefferson, NC: McFarland.



Rogo, D.S. (1980). Theories about PK: A critical evaluation. Journal of the Society for Psychical Research, 50, pp-359-378.



Smith, P. (1990). Killing the Spirit. Higher Education in America. New York: Viking.



Quotes from a review by Stephen Goode, Insight, may 7, 1990. Pp-62-63 (artículo sobre el libro de Page Smith).



Carrington, H.C.& Fodor, N. (1953). The Story of the Poltergeist. London: Rider.



Rogo, S.D. (1979). The Poltergeist Experience. New York: Penguin Books.



* Publicado en la Revista Argentina de Psicología Paranormal. Vol. 3, No.3, Julio 1992, pp.114-127.-[/size]
 
Trata-se do único caso documentado da morte de um ser humano por um fantasma nos Estados Unidos além de ser o caso mais famoso do país.


Um fantasma pode matar uma pessoa?
 
CREEDUUU !!!!
 
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